O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13). Ele estava internado desde a semana passada após apresentar complicações cardíacas.
Bernal chegou a receber alta da Santa Casa na última sexta-feira (10) e retornou ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues. Horas depois, voltou a passar mal e precisou ser novamente internado na ala vermelha do hospital devido ao agravamento do quadro de saúde.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias do falecimento.
Prisão preventiva
O caso ocorreu durante uma disputa envolvendo o imóvel onde Bernal residia. A Justiça determinou que o ex-prefeito fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio. A defesa sustentava a tese de legítima defesa, rejeitada pelo juiz na decisão de pronúncia.
Na última sexta-feira (10), a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. Os advogados alegaram que Bernal necessitava de repouso domiciliar por, no mínimo, 30 dias após três procedimentos para desobstrução de artérias com implantação de stents, sustentando que a estrutura do presídio não era adequada para o tratamento pós-cirúrgico.
Réu por homicídio
No fim de junho, a Justiça decidiu levar Alcides Bernal a júri popular pela morte de Roberto Carlos Mazzini. Na mesma decisão, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, manteve a prisão preventiva do ex-prefeito.
O Corpo de Bombeiros realizou manobras de reanimação por cerca de 25 minutos, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. Após o crime, Bernal se apresentou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.
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Trajetória política
Advogado e ex-radialista, Alcides Bernal iniciou a carreira política após atuar na comunicação. Em 2012, foi eleito prefeito de Campo Grande. Um ano após assumir o cargo, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, mas retornou ao posto por decisão da Justiça, que reconheceu irregularidades no processo de cassação.
Após concluir o mandato, não voltou a ser eleito para cargos no Executivo. Ao longo da carreira política, também exerceu os mandatos de vereador e deputado estadual e respondeu a processos judiciais, alguns deles com condenações.
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