Funcionários da empresa de monitoramento responsável pela segurança do imóvel onde o fiscal tributário Roberto Mazzini foi assassinado afirmaram à Justiça que a vítima foi avisada de que o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal estava a caminho da residência momentos antes do crime.
Os depoimentos foram prestados nesta terça-feira (26), durante audiência realizada no Fórum de Campo Grande. As testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Segundo o gerente da empresa, a central de monitoramento identificou movimentação no imóvel localizado no bairro Jardim dos Estados após o disparo de um alarme. Diante da situação, um fiscal foi enviado ao local. Ainda conforme o gerente, ao chegar no imóvel, o fiscal informou Roberto Mazzini de que Bernal estava a caminho.
O fiscal confirmou a versão em depoimento à Justiça. Segundo ele, Roberto estava acompanhado de um chaveiro e alegou ter adquirido o imóvel em leilão. O funcionário afirmou ainda que informou à vítima que Bernal estava indo até o local acompanhado da polícia.
Outra funcionária da empresa, responsável pelo monitoramento das câmeras, afirmou que o procedimento padrão foi seguido e que a polícia foi acionada após a chegada de Bernal ao imóvel.
Durante o depoimento, o gerente da empresa também revelou que Roberto Mazzini havia procurado a central meses antes do crime para solicitar o contato do ex-prefeito, mas o pedido foi negado. A declaração diverge da conclusão da perícia, que aponta que os disparos ocorreram em sequência, com intervalo de poucos segundos.
A audiência desta terça-feira marcou o primeiro dia de instrução do caso. Foram ouvidas testemunhas de acusação, entre elas o filho da vítima, Gabriel Mazzini, o chaveiro que presenciou o crime, funcionários da empresa de monitoramento e policiais civis que atenderam a ocorrência.
Alcides Bernal deve ser interrogado nesta quarta-feira (27), junto de outras 12 testemunhas de defesa. O ex-prefeito acompanha a audiência por videoconferência.
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O crime aconteceu em 24 de março deste ano, em um imóvel que pertenceu a Bernal e havia sido arrematado em leilão por Roberto Mazzini. Conforme a investigação, a vítima foi ao local acompanhada de um chaveiro para tomar posse da residência quando foi atingida por ao menos dois disparos.
Após o crime, Bernal se apresentou na Depac Centro. O chaveiro foi encaminhado ao Cepol para prestar depoimento.
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