É alentador constatar que a chegada das campanhas à televisão e ao rádio não despertou o ‘ânimo beligerante’, como muitos previam. A radicalização segue contida nas redes sociais.
Felizmente, à medida que se aproxima o primeiro turno das eleições vão se dissipando as apreensões quanto ao risco de que a polarização das campanhas eleitorais nas redes sociais transborde para as ruas.
Ainda que no ambiente virtual o debate político-partidário e a discussão de ideias e propostas tenham sido, em grande parte, substituídos pela ‘guerra’ pretensamente ideológica, pelas desqualificações recíprocas, esse ambiente tóxico não tem, para o bem da democracia, desaguado em confrontos físicos entre grupos rivais, como se chegou a temer.
Embora não se possa descartar o risco de alguma violência episódica até o fim das eleições, é alentador constatar que a chegada das campanhas à televisão e ao rádio não despertou o ‘ânimo beligerante’ como muitos previam.
Campanhas eleitorais pacíficas, centradas na defesa de ideias e projetos, e presididas pelos valores fundantes da Nação, são pressupostos para que as eleições se confirmem como a essência da democracia, instrumento de legitimação da vontade livre do cidadão.
Assim, a constatação de que, pelo menos até aqui, as campanhas eleitorais dos diferentes partidos políticos tenham se desenvolvido de forma civilizada, como devem ser, projeta um cenário desejado pela grande maioria dos brasileiros: a livre discussão de ideias, a avaliação de programas e propostas, sempre pautadas pelo respeito mútuo, pela consciência de que aquele que pensa diferente de você pode ser seu adversário político, jamais seu inimigo.
- Saiba mais
- Caso Henry: violência contra a criança não distingue classe social
- COP26: O futuro do planeta em debate
- ‘Revoga MS’: Saneamento oportuno
- Covid-19: Consciência cidadã é arma de defesa coletiva
- Crianças e adolescentes: UNICEF Propõe que Municípios Reduzam Índices Sombrios
- Sequela social: pandemia expõe e agrava desigualdades na educação
- COVID-19: Mais contagiosa, ômicron desafia o mundo em 2022
- Pessoas com deficiência: Inclusão enfrenta barreiras
- A retomada do Aquário do Pantanal
- Hora é de união de todos contra o inimigo comum
- Gastos emergenciais: A relevância do tce-ms no contexto da pandemia
- Tensões Institucionais: Democria exige resgatar diálogo
- Pantanal: Ficção e realidade
- Reconhecimento: Servidor público, agente da cidadania
- Combate à corrupção, desafio civilizatório
- Um Pantanal, Dois Estados E o Nosso Dever Comum
- Marco da humanidade: Já somos oito bilhões
- TCE-MS, 40 anos: Homenagear nossa história é preparar o futuro no presente
- SÍMBOLOS NACIONAIS: Civismo, a essência da nacionalidade
- Pantanal: MPEs unem MS e MT em defesa do bioma
- Governança pública: Por uma cultura da integridade
- Violência contra a mulher: Responsabilidade de todos
- Profissionais da saúde mostram que humanidade pode ser melhor
- Agenda 2030 da ONU: desenvolvimento sustentável é desafio comum e urgente
- Pesadelo real: Fome no Brasil é drama diário de 19,3 milhões
- Eleições 2022: O perigo da radicalização
- Eleição e governança: Serviço público e democracia
- A Importância da Prevenção ao Suicídio
- Pandemia impõe revisão de valores como tributo
- Dia internacional da mulher: igualdade de gênero é conquista em construção
- Setembro Amarelo: Prevenção ao suicídio, um desafio de todos
- Auditor de controle externo: Carreira de estado vital para a governança pública
- Cultura da inovação: Déficit de TI desafia pequenos municípios
- Saúde, direito de todos: Há 34 anos, constituinte definia princípios do SUS
- O papel transformador do “TCE-MS Sem Papel”
- Recondução Amplia Empenho Pela grandeza da Corte
- PNPC: Informação como arma contra a corrupção
- Os TCs e a democracia: Artigo traz reflexão oportuna
- Eleições 2022: Sensatez pela democracia
- Distância Salutar
- SUS deve ser robustecido para desafios pós-pandemia
- O contágio das mentes: A politização da pandemia e o risco de graves “sequelas sociais”
- LGDP: Por uma cultura da proteção de dados
- Cobertura da mídia: Guerra na ucrânia eclipsa pandemia
- Desenvolvimento de MS: Educação, fator decisivo
- O incentivo à doação de órgãos
- Ideias convergentes sobre o legado do SUS
- 25/03, Dia da constituição: Data impõe refletir sobre os riscos do radicalismo
- Localização e Nome Atestam a Notável Visão do Fundador
- Tecnologia & cidadania: estrutura virtual a serviço do controle externo eficaz
- Violência na fronteira: Escalada exige pacto binacional
- Censo escolar 2021: Um inventário desafiador
- Sem precedente, crise do COVID-19 testa nosso senso de humanidade
- Eleições 2020: município é espaço vital para efetivação da plena cidadania
- Risco real: Radicalismo ideológico bloqueia diálogo sensato
- Alimentação escolar: Garantir nutrição adequada é dever do gestor público
- Campo Grande, 123 anos: Capital do nosso orgulho
- O perigo do radicalismo ideológico
- Covid-19 “suspendeu” calendário gregoriano
- Enfrentamento da Covid-19 o TCE-MS, a crise sanitária e a responsabilidade permanente
- MS lidera perda: Água de superfície: o Desastre além do fogo
- Decisão do INEP: Desafio urgente para a educação
- Voto feminino, 92 anos: História de lutas e conquistas
- Mudança de Paradigmas
- Marechal da paz: Nossa dívida com rondon
- Desafio contemporâneo: A relevância institucional do TCE-MS
- 2020: Eleições municipais e 40 anos do TCE-MS
- Campanha excepcional deve ater-se a ideias e propostas
- Energia mais cara: nível crítico de represas põe em alerta o sistema elétrico
- Bacia do prata: Infraestrutura e integração
- Fogo no Pantanal: Sinais de alerta para tempos desafiadores
- Capacitação de gestores previne ilegalidades no combate à Covid-19
- Biênio 2021-2022: no discurso de posse, compromissos renovados
- A dança dos Insensatos: Festas clandestinas “celebram” a morte
- Busca ativa escolar: Responsabilidade com o futuro
- Encontro nacional: Em pauta, TCs e democracia
- A Política da Boa Gestão
- Consórcios intermunicipais podem ser saída para escassez de recursos
- Um ano de pandemia: apoio a pequenos municípios será decisivo após covid-19
- Declínio da pandemia: Sensação de alívio não descarta cuidados e solidariedade
- Cada vez mais frequentes: crises hídricas são alerta de que água é recurso finito
- Volta às escolas: A retomada do ensino presencial
- Corredor bioceânico: Fórum é marco de avanço
- MS tem 38,29% da população carcerária trabalhando
- A MULHER NA POLÍTICA: Sub-representação Feminina É Desafio Contemporâneo
- Crianças sem futuro: trabalho infantil desafia e constrange todos nós
- O TCE-MS em 2021: Um ano de respostas aos desafios
- Duas presidenciáveis: Protagonismo da mulher sul-mato-grossense
- Um passo importante
- Cartilha do TCE-MS visa garantir transição segura nos municípios
- Efeito colateral: Ao expor diferentes "brasis", pandemia incita energia social
- STF anula aumento a servidores: Recomendação TCE-MPMS alertou para ilegalidade
- Guerra na Ucrânia: Insensatez dos homens, provação para mulheres
- Fronteiras da inovação: TCE-MS e governo digital
- Com EAD, Programa do TCE é Instrumento de Vanguarda
- Um Olhar Sobre a Tragédia Pantaneira
- Um marco de nosso avanço
- Futuro não é um destino, Mas um lugar a construir
- 1º de maio: com 14,3 milhões sem emprego, difícil festejar o dia do trabalho
- 132 anos de república: Radicalismo e valores republicanos
A propósito, em artigo recente, que advertia para o risco de que a radicalização política nas redes sociais desandasse para violência política, observávamos:
“(...) para a esmagadora maioria dos brasileiros, que preza o diálogo respeitoso entre os divergentes como pressuposto essencial à estabilidade social e à própria democracia, é muito preocupante constatar que chegamos às vésperas de um pleito eleitoral de tamanha importância para o País sob o perigoso signo da divisão entre “nós e eles”. Como se o futuro do Brasil como nação próspera, pacífica e igualitária não fosse um projeto comum e generoso que deve nos irmanar a todos”.
Àquela altura nos juntávamos a um coro de vozes sensatas, que alertava para a ameaça potencial de que a deterioração do ambiente político-eleitoral virtual contaminasse o tecido social e a própria estrutura institucional do país.
Um mês e meio depois, e com a campanha eleitoral em pleno curso, é confortante, para todos nós que amamos o Brasil e prezamos a democracia, constatar que a radicalização política e as ‘afrontas ideológicos’ seguem restritas às redes sociais. O ideal seria que também ali imperasse um mínimo de racionalidade e de recíproco respeito entre os debatedores de diferentes espectros político-ideológicos. Mas seria esperar demais do que muitos chamam de “terra de ninguém”.
A menos de vinte dias do primeiro turno das eleições gerais, compete às lideranças políticas e aos que integram a cúpula das instituições republicanas reforçar o empenho e as precauções para a preservação da ordem social e da tranquilidade pública como pressupostos fundamentais para o livre e pleno exercício do voto.
Eleições periódicas constituem o cerne do regime democrático. Campanhas eleitorais civilizadas dão sentido e significado às eleições.
Que a sensatez e a ponderação permaneçam.
*Iran Coelho das Neves
Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul.
• • • • •
A veracidade dos dados, opiniões e conteúdo deste artigo é de integral responsabilidade dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Capital News |

