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Nacional Segunda-feira, 04 de Abril de 2016, 10:40 - A | A

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Impeachment

Para barrar impeachment, governo negocia ausência de deputados na Câmara

Cargos de segundo e terceiro escalão estão sendo oferecidos também para evitar votos favoráveis

Adriel Mattos
Capital News*

Romério Cunha

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto, em Brasília

O Palácio do Planalto adotou uma nova estratégia para barrar o processo de impeachment ainda na Câmara dos Deputados. De acordo com o portal G1, como diversos parlamentares têm receio de votar contra, o governo tenta convencê-los a faltar no dia da votação.

Lula Marques/Agência PT

Presidente Dilma Rousseff

Presidente da República, Dilma Rousseff (PT)

Para reforçar a proposta, os deputados recebem ofertas de cargos de segundo e terceiro escalão. Para que o impeachment seja aprovado, são necessários 342 votos.

Planejamento
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), articula para a segunda quinzena de abril votar a abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Ele insiste com aliados para realizar a votação no dia 17 de abril, um domingo.

Cunha quer uma sessão de longa duração e tem outra data caso o dia 17 não dê certo: 21 de abril, quinta-feira, feriado de Tiradentes. Para tentar evitar faltas, Cunha avisou que vai ler no microfone o nome de todos os parlamentares que não estiverem no plenário.

Caso esse processo não vingue, o presidente da Câmara já tem outro plano: acatar o pedido de impeachment protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Porém, ele disse publicamente que não vai colocar esse novo processo para correr enquanto o atual não terminar.

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

O processo
A comissão especial que analisa o processo de impeachment foi criada após aprovação em 17 de março. Após ser notificada, começou a correr o prazo de dez sessões para Dilma apresentar defesa.

Após a entrega da defesa por escrito, prevista para esta segunda-feira (4), a comissão se reúne e o relator Jovair Arantes (PTB-GO) apresenta relatório para votação se o processo será aberto ou é arquivado. O documento é colocado na pauta nas 48 horas seguintes.

Caso aprovado por 342 dos 513 deputados, o processo continua sob análise no Senado. Com isso, a presidente é afastada por seis meses do cargo, e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume.

Waldemir Barreto/Agência Senado

Senado Federal

Plenário do Senado Federal, em Brasília

A sessão que decidirá se o impeachment será aberto ou não será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. Aprovado por maioria simples (41 dos 81 senadores), o processo segue no Senado.

Por fim, para que Dilma seja destituída formalmente do cargo, o processo precisa aprovado por 54 senadores, assim Temer será empossado definitivamente na Presidência da República. Se esse quórum não for atingido, a presidente reassume o cargo imediatamente.

 

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*Com informações do portal G1


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