O Palácio do Planalto adotou uma nova estratégia para barrar o processo de impeachment ainda na Câmara dos Deputados. De acordo com o portal G1, como diversos parlamentares têm receio de votar contra, o governo tenta convencê-los a faltar no dia da votação.
Para reforçar a proposta, os deputados recebem ofertas de cargos de segundo e terceiro escalão. Para que o impeachment seja aprovado, são necessários 342 votos.
Planejamento
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), articula para a segunda quinzena de abril votar a abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Ele insiste com aliados para realizar a votação no dia 17 de abril, um domingo.
Cunha quer uma sessão de longa duração e tem outra data caso o dia 17 não dê certo: 21 de abril, quinta-feira, feriado de Tiradentes. Para tentar evitar faltas, Cunha avisou que vai ler no microfone o nome de todos os parlamentares que não estiverem no plenário.
Caso esse processo não vingue, o presidente da Câmara já tem outro plano: acatar o pedido de impeachment protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Porém, ele disse publicamente que não vai colocar esse novo processo para correr enquanto o atual não terminar.
O processo
A comissão especial que analisa o processo de impeachment foi criada após aprovação em 17 de março. Após ser notificada, começou a correr o prazo de dez sessões para Dilma apresentar defesa.
Após a entrega da defesa por escrito, prevista para esta segunda-feira (4), a comissão se reúne e o relator Jovair Arantes (PTB-GO) apresenta relatório para votação se o processo será aberto ou é arquivado. O documento é colocado na pauta nas 48 horas seguintes.
Caso aprovado por 342 dos 513 deputados, o processo continua sob análise no Senado. Com isso, a presidente é afastada por seis meses do cargo, e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume.
A sessão que decidirá se o impeachment será aberto ou não será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. Aprovado por maioria simples (41 dos 81 senadores), o processo segue no Senado.
Por fim, para que Dilma seja destituída formalmente do cargo, o processo precisa aprovado por 54 senadores, assim Temer será empossado definitivamente na Presidência da República. Se esse quórum não for atingido, a presidente reassume o cargo imediatamente.
Saiba mais
Não há manipulação, diz presidente da comissão de impeachment
STF nega inclusão da delação de Delcídio no processo de impeachment
Ex-ministro pede impeachment de Michel Temer
Bate-boca e tumulto marcam reunião da comissão de impeachment nesta quinta-feira
Jurista rebate argumento de golpe em pedido de impeachment
Autor do impeachment diz que pedaladas fiscais são elementos suficientes para afastar Dilma
Dilma reafirma que impeachment sem crime de responsabilidade é golpe
Definidos procedimentos para depoimentos na Comissão Especial do Impeachment
Vices assumem papel determinante em crises políticas
Comissão aprova depoimentos de autores do impeachment e do ministro da Fazenda
'OAB chegou um pouquinho atrasada', diz Cunha sobre novo pedido de impeachment
Presidente da Câmara articula para abril votação para abertura do impeachment de Dilma
OAB entrega novo pedido de impeachment de Dilma Rousseff
Para intelectuais estrangeiros, democracia brasileira enfrenta ameaça
A jornalistas estrangeiros, Dilma reafirma que não irá renunciar e diz ser vítima de golpe
Na Argentina, Obama diz que Brasil tem democracia madura, vai superar crise e sair fortalecido
Dilma diz que conseguirá votos para barrar impeachment na Câmara
Processo de impeachment não resolverá crise política, dizem especialistas
Delação de Delcídio fica de fora do pedido de impeachment de Dilma, decide comissão
Comissão do impeachment terá reuniões de segunda a sexta
Começa contagem de prazo para Dilma apresentar defesa à comissão do impeachment
Dilma é notificada sobre eleição da comissão do impeachment
Deputados do PSD e PTB são eleitos presidente e relator da comissão do impeachment
Por 433 votos, Câmara dos Deputados elege comissão de impeachment
Câmara dos Deputados realiza sessão extraordinária para votar comissão do impeachment
Em evento com reitores, Dilma descarta renúncia e pede respeito à Constituição
Divulgado acórdão com decisão sobre rito do impeachment
Temer diz que impeachment perdeu força
Temer defende harmonia no PMDB e em sua relação com Dilma
Popularidade baixa, problemas nas contas do governo e impeachment assombraram o ano de Dilma
Supremo aprova ata de julgamento sobre rito do impeachment
Bernal presta apoio à presidente Dilma durante encontro em Brasília
PSDB e DEM entram com ação contra governo por uso da máquina na defesa de Dilma
Dilma: governo não vai interferir em posição da base aliada sobre impeachment
Dilma e Temer decidem por tom de parceria em prol do país
Ministro do Supremo suspende comissão do impeachment na Câmara
Dilma: 'vou lutar contra o impeachment porque nada fiz que justifique o pedido'
Gilmar Mendes rejeita desistência e nega pedido de liminar contra impeachment
Imprensa internacional repercute abertura do processo de impeachment de Dilma
Dilma diz que recebeu com indignação abertura de processo de impeachment
Cunha aceita pedido de abertura de processo de impeachment de Dilma
Dilma diz que lutará para defender mandato concedido pelo voto popular
Fatos do 1º mandato não cabem em ação de impeachment de Dilma, diz Ayres Britto
Movimentos sociais aderem ao requerimento de Hélio Bicudo sobre impeachment
*Com informações do portal G1
• • • • •
• REDES SOCIAIS •
|
• REPORTAR NEWS • |




