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Nacional Terça-feira, 29 de Março de 2016, 10:41 - A | A

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Impeachment

Presidente da Câmara articula para abril votação para abertura do impeachment de Dilma

Caso atual processo não prossiga, Cunha planeja aceitar novo pedido protocolado pela OAB

Adriel Mattos
Capital News*

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), articula para votar a abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). De acordo com o portal G1, ele insiste com aliados para realizar a votação no dia 17 de abril, um domingo.

Cunha quer uma sessão de longa duração e tem outra data caso o dia 17 não dê certo: 21 de abril, quinta-feira, feriado de Tiradentes. Deputados favoráveis ao impeachment temem que o Palácio do Planalto esvazie a sessão.

Para que o processo seja aprovado, são necessários 342 votos a favor. Para tentar evitar faltar, Cunha avisou que vai ler no microfone o nome de todos os parlamentares que não estiverem no plenário.

Antonio Cruz/Agência Brasil

Presidente Dilma Rousseff e vice Michel Temer

Presidente Dilma Rousseff e vice Michel Temer

Nova estratégia
Caso esse processo não vingue, o presidente da Câmara já tem outro plano: acatar o pedido de impeachment protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Porém, ele disse publicamente que não vai colocar esse novo processo para correr enquanto o atual não terminar.

O Palácio do Planalto avaliou que o pedido da OAB é bem mais fundamentado que o atual processo. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo (PT), foi à Câmara para evitar que o pedido fosse protocolado, mas isso só causou confusão.

Wilson Dias/Agência Brasil

Senado Federal

Plenário do Senado Federal, em Brasília

O processo
A comissão especial que analisa o processo de impeachment foi criada após aprovação em 17 de março. Após ser notificada, começou a correr o prazo de dez sessões para Dilma apresentar defesa.

Depois, a comissão se reúne e o relator Jovair Arantes (PTB-GO) apresenta relatório para votação se o processo será aberto ou é arquivado. O documento é colocado na pauta nas 48 horas seguintes.

Caso aprovado por 342 dos 513 deputados, o processo continua sob análise no Senado. A sessão que decidirá se o impeachment será aberto ou não será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski.

Aprovado por maioria simples (41 dos 81 senadores), a presidente é afastada por seis meses do cargo, e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume. Assim, o processo segue no Senado.

Por fim, para que Dilma seja destituída formalmente do cargo, o processo precisa aprovado por 54 senadores, assim Temer será empossado definitivamente na Presidência da República. Se esse quórum não for atingido, a presidente reassume o cargo imediatamente.

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*Com informações do portal G1


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