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Nacional Sábado, 12 de Dezembro de 2015, 10:03 - A | A

Sábado, 12 de Dezembro de 2015, 10h:03 - A | A

PSDB e DEM entram com ação contra governo por uso da máquina na defesa de Dilma

Agência Brasil
André Richter

Dois partidos de oposição informaram que protocolaram ontem (11) ações na Justiça Federal no Distrito Federal e na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se investigue se a presidenta Dilma Rousseff está fazendo uso da estrutura pública para defender seu mandato.

Nas ações, PSDB e DEM alegam que a presidenta usou a estrutura do Palácio do Planalto ao receber 30 juristas contrários à tese do impeachment, na semana passada. As legendas também citam que o programa de rádio A Voz do Brasil, produzido pela EBC Serviços, área de prestação de serviços da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), veiculado no dia 4 de dezembro, foi utilizado para a defesa de Dilma.

No pedido liminar, as legendas querem impedir a presidenta de se defender das acusações contidas no pedido de impeachment, por meio da estrutura física do governo.

Para o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, o PSDB tenta evitar que a presidenta Dilma Rousseff se defenda no processo de impeachment de seu mandato, aberto no dia 2 dezembro pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao aceitar pedido dos juristas Hélio Bicudo, Mighel Reale Jr. e Janaína Conceição Paschoal.

Segundo Adams, a defesa do mandato da presidenta não é partidária, mas institucional, com objetivo de esclarecer os atos de governo que foram questionados. “Infelizmente, o PSDB está querendo usar de todos os instrumentos para evitar que a presidenta se defenda. A presidenta tem o direito de se defender. Da mesma forma que eles usam o parlamento para defender a acusação e usam os espaços públicos para defender a acusação, a presidenta tem direito de defender o seu mandato”, afirmou Adams.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República informou que desconhece a representação impetrada pelos partidos. A Secom também esclareceu que todos os procedimentos jornalísticos adotados pela EBC são previstos em lei e respeitados pela atual gestão.
* Colaborou Paulo Victor Chagas


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