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Interior Terça-feira, 02 de Dezembro de 2008, 17:21 - A | A

Terça-feira, 02 de Dezembro de 2008, 17h:21 - A | A

Sindicato se preocupa com demissão de funcionários em carvoarias

Da redação (LM)

O Sitiemc/MS (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Mineração, Madeira e Carvão Vegetal do Mato Grosso do Sul), está preocupado com a grande quantidade de trabalhadores que estão sendo mandados embora. Desde o começo da crise global donos de carvoarias, já demitiram centenas de pessoas alegando falta de recurso financeiro para manter os trabalhadores.

Segundo o presidente do Sitiemc/MS Marcos Marin, esta situação preocupa a categoria já que existem formas mais razoáveis de resolver este problema do que a demissão em massa. “A MMX que é a maior siderúrgica do Estado solicitou recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), para não demitir seus funcionários, mostrando assim que está comprometida com seus trabalhadores”, afirma Marcos.

O presidente ressalta ainda que muitos donos de carvoaria estão despreocupados com a situação do trabalhador, pois a sugestão de pedir recursos do fundo de amparo tinha sido solicitada logo no começo da crise, no entanto a classe representada pelos donos de carvoaria não mostrou interesse em ir atrás desta verba, optando assim pela demissão em massa.

“Os empresários do setor de carvão ao invés de criticar a MMX por não estar comprando carvão, deviam tomá-la como exemplo. Até agora não ouvi nenhum caso de alguém que foi demitido da siderúrgica pelo fato deles estarem passando por dificuldades, o sindicato dos trabalhadores e a própria MMX sugeriu aos patrões que buscassem recurso do FAT, mas ninguém se interessou em ver isso”, critica o presidente.

Marcos ressalta também que o problema não está apenas na rescisão dos contratos, mas sim na forma como isso está acontecendo. “Quase todo dia estamos recebendo ligações de pessoas que dizem ter sido demitidas sem receber seus devidos direitos. O Sitiemc vai averiguar certinho estas informações e se isso proceder vai protocolar os pedidos no MPT (Ministério Público do Trabalho ). Assim como tem ótimos patrões entre os carvoeiros, também sabemos que os péssimos existem de monte”, conclui Marcos. (Assessoria)

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