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Educação Terça-feira, 09 de Junho de 2015, 10:56 - A | A

Terça-feira, 09 de Junho de 2015, 10h:56 - A | A

Greve continua

Professores municipais rejeitam proposta da prefeitura e tentam novo acordo

Categoria votou em Assembleia por pagamento parcelado do reajuste de 13%. Contraproposta será apresentada à prefeitura

Elizângela Lemes e Taciane Peres
Capital News

José Roberto Almeida/Capital News

Assembleia ACP professores municipais

Professores municipais rejeitaram durante assembleia o reajuste de 8,5% proposto pela prefeitura e votaram novo acordo.

Os professores municipais se reuniram em assembleia na manhã desta terça-feira (9), na sede da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação) e rejeitaram a proposta da prefeitura que prevê um reajuste de 8,50% parcelados até o mês de dezembro de 2015, sendo 0,5% em junho e 1,33% até dezembro.


Essa proposta da prefeitura, ocorreu durante reunião na segunda-feira (8), entre a direção da ACP, o secretário de Administração e titular da pasta de Educação, Wilson do Prado e o vereador Edil Albuquerque (PMDB), ex-líder do preito Gilmar Olarte na Câmara, para discutir uma nova proposta para acabar com a greve. Dias antes, Edil sugeriu que o reajuste de 13% fosse pago de forma escalonada até o fim do ano. A prefeitura, entretanto, propôs pagar 8,5%, o que desagradou os educadores e o impasse continuou.


De acordo com o presidente da ACP, professor Geraldo Gonçalves, a categoria pede o cumprimento da Lei do Piso Nacional e aceita receber de forma escalonada como propôs o vereador Edil. “Entendemos que a prefeitura teve tempo para reorganizar suas contas e que, portanto, o reajuste parcelado não pesaria no orçamento. Nossa proposta é que sejam pagos 1% agora em junho e julho, 2% a partir de agosto até novembro e 3,01% em dezembro, totalizando 13%”, explicou.

José Roberto Almeida/Capital News

Assembleia ACP professores municipais

Segundo Geraldo Gonçalves, presidente da ACP, a contraproposta foi apresentada a prefeitura e a categoria aguarda uma resposta até 14h30 desta terça (9).


Os professores aprovaram  por unanimidade a contraproposta apresentada durante a assembleia, sob gritos de “professores unidos, jamais serão vencidos”. Segundo Gonçalves, o impasse parece caminhar para uma solução, pois até o momento não havia nenhum indício de reajuste por parte da prefeitura, mas a partir da proposta de 8,5%, que os professores rejeitaram, surgiu a necessidade de uma resposta da categoria. “Temos interesse em acabar com a greve, desde que a lei seja cumprida, por isso a direção da ACP irá apresentar esta contraproposta para a prefeitura agora pela manhã, enquanto os professores irão para a Câmara Municipal de Campo Grande buscar o apoio dos vereadores, que são guardiões da lei para  fazê-la ser cumprida”, disse.

Taciane Peres/Capital News

professores câmara

Professores lotaram Plenário da Câmara nesta terça-feira (9) para pedir apoio dos vereadores sobre reajuste de 13% que a categoria reivindica


A rede municipal conta com 8,3 mil professores, sendo seis mil concursados, 2,3 mil convocados e 101 mil alunos. Os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grade (Reme) estão em greve desde o dia 25 de maio e dois dias depois o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou o retorno de 66% da categoria, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Segundo Geraldo Gonçalves, o sindicato só foi notificado da ação na quarta-feira (3) e a multa passa a vigorar nesta terça-feira (9), mas o sindicato já recorreu juridicamente.

 

O presidente da ACP, Geraldo Gonçalves ocupou a tribuna da Câmara e falou sobre o novo acordo que os professores votaram. “Entramos em uma greve para cobrar o cumprimento da lei e hoje surgiu esta contraproposta, que já foi apresentada a prefeitura e esperamos uma resposta até às 14h30 da tarde de hoje”, relatou. Na tarde desta terça-feira, às 15h, os professores farão outra assembleia de encaminhamentos e saber se a prefeitura acatou ou não a contraproposta da categoria.


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