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Educação Segunda-feira, 03 de Novembro de 2014, 11:35 - A | A

Segunda-feira, 03 de Novembro de 2014, 11h:35 - A | A

Professores da Rede Municipal entram em greve nesta quinta-feira

Taciane Peres - Capital News

Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) decidiram, em assembleia, nesta segunda-feira (3), paralisar as aulas a partir da quinta-feira (6). A assembleia ocorreu na sede da Associação Campo-grandense de Profissionais da Educação Pública (ACP), e a maioria não aceitou a proposta do prefeito Gilmar Olarte (PP) oferecida no último dia 2, do pagamento integral do reajuste de 8,46% a ser feito até o dia 30 de novembro.

De acordo com o presidente do sindicato, Geraldo Gonçalves, a categoria considerou infundados os argumentos do chefe do Executivo.  “Nós aprovamos o indicativo de greve pela proposta do prefeito ser muito vaga e pouco segura. Por isso vamos entrar em greve a partir do dia 6 de novembro. O prefeito não tem a consciência e nem a garantia de que iria cumprir. Se não tiver dinheiro não paga, com isso Olarte está sendo intransigente e por isso vamos entrar em greve. Nós queremos apenas o cumprimento da lei”, destacou o presidente.

Programação da greve

Com a paralisação anunciada, os professores ainda têm algumas ações a serem feitas antes de aderir a greve. “Os professores estão indo as escolas para discutir sobre isso, elaborar uma carta explicando o que está acontecendo antes de entrarmos em greve. Nós vamos para a Câmara a partir das 9h, vamos para a prefeitura municipal no dia 7 a partir das 8h e realizaremos uma assembleia no período da tarde do mesmo dia às 14h. Vamos consultar os advogados para analisar a situação jurídica enquanto esperamos uma atitude séria e concreta do prefeito Gilmar Olarte”, decreta o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves.

Dignidade
No domingo (2) foi feita uma reunião entre a diretoria da ACP e o prefeito onde Olarte sugeriu como proposta, realizar o pagamento retroativo de 8,46% de uma só vez, até o dia 30 de novembro de 2014 e em assembleia na manhã desta segunda-feira foi recusada. “Nós queremos deixar claro que nós não defendemos a paralisação do ensino público e defendemos a continuidade do nosso trabalho. Nós sabemos que os pais trabalham, que não têm onde deixar seus filhos mas é preciso que algo seja feito para melhorar as nossas condições, somos trabalhadores e merecemos respeito e dignidade”, finalizou Gonçalves.


 

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