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Educação Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014, 09:15 - A | A

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014, 09h:15 - A | A

Prefeitura diz que não tem dinheiro e professores podem entrar em greve a partir de novembro

Samira Ayub -Capital News (www.capitalnews.com.br)

Professores da Rede Municipal de Ensino (REME) podem entrar em greve a partir do dia 3 de novembro. Segundo Geraldo Alves, presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), caso o Executivo municipal não entre em acordo com a categoria sobre a integralização do piso nacional até o dia 1º, os professores devem cruzar os braços.

Na terça-feira (14), mais de 500 professores se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre o impasse no cumprimento da Lei Municipal 5.189/2013, que estabelece a integralização do Piso 20 horas a partir de 1º de outubro. Durante a reunião que aconteceu na sede da ACP, a categoria não aceitou o parcelamento de reajuste e a prorrogação no cumprimento da lei.

Também ficou deliberado que a categoria irá até a Câmara Municipal na próxima terça-feira (21) para dialogar com vereadores, e se a situação não for sanada até o dia 1º de novembro, os professores irão cumprir o indicativo de greve a partir do dia 3 de novembro, com Assembleia Geral na ACP às 8 horas.

Ontem, após a reunião, os professores foram até a prefeitura. De acordo com Geraldo Alves, os professores foram recebidos pelo secretário municipal de Governo, Rodrigo Pimentel, secretário de Receita e Finanças, André Scaff e o secretário-adjunto, Ivan Jorge, e pelo procurador geral do município, Fábio Castro Leandro.

Segundo Alves, o prefeito Gilmar Olarte (PP) não estava na prefeitura. “Eles permanecem dizendo que não tem recursos para atender, mas fechou a possibilidade com uma nova audiência com o prefeito na quinta ou sexta-feira”, afirmou o presidente do sindicato.

Geraldo ressaltou que a categoria está insatisfeita com o posicionamento do Executivo. Segundo ele, hoje o salário de um professor nível médio é de R$ 1.564,00. “A categoria quer integralizar para R$ 1.697, o que dá 8,46%, dá um aumento na folha de R$ 3,303 milhões, ou seja, 0,51% a mais”, explicou.

Além da integralização do piso, a categoria discute com a secretária municipal de Educação, Angela Brito, mais 26 itens que incluem eleição de diretores de escolas, segurança nas escolas, saúde dos professores.
 

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