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Educação Quarta-feira, 17 de Junho de 2015, 13:14 - A | A

Quarta-feira, 17 de Junho de 2015, 13h:14 - A | A

Greve na Educação

Para prefeitura, greve dos professores é política e perde força

Segundo a prefeitura, a mobilização deixou de ser reivindicatória e transformou-se num movimento político

Melissa Schmidt
Capital News

Enquanto os professores protestam exigindo o cumprimento de Lei de reajuste 13% (Lei municipal 5.411/14 e Lei federal 11.738/08), em frente da Prefeitura de Campo Grande, do outro lado o município aponta a mobilização como uma ‘greve política’, pela categoria ter se recusado a aceitar a proposta salarial oferecida, de reposição da inflação 8,50% até dezembro.

A prefeitura justifica o não aumento dos 13% com a crise financeira. Para o secretário de Administração, Wilson do Prado, nenhuma outra categoria, seja na iniciativa privada ou pública, está recebendo um reajuste tão elevado quanto este que os professores estão exigindo, e neste momento de ajustes obrigatórios a prefeitura ofereceu apenas apenas o que poderá pagar.

 

Deurico Ramos / Arquivo Capital News

Para prefeitura, greve dos professores é política e perde força

Gilmar Olarte afirma que a greve dos professores perderam força e novas escolas teriam retomado as atividades.

Para o prefeito Gilmar Olarte, o movimento dos professores perdeu força nos últimos dias e novas escolas teriam retomado as atividades. Ele usou os números da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) para enfraquecer a motivação da greve, que diz que o professor da capital tem o melhor salário do Estado.

 

Para o presidente da Associação Campo-Grandense dos Profissionais da Educação (ACP), Geraldo Gonçalves, a questão que está em pauta não é essa, não é o ranking de salários do Estado, mas o cumprimento de uma Lei que já foi aprovada e que está sendo descumprida. 

 

Nota publicada no site da ACP

 

Em nota publicada no site da ACP os professores dizem estar sendo desrespeitados. “É inadmissível a situação que estamos vivendo. O que essa prefeitura faz desde o começo da greve é nos enrolar para tentar enfraquecer o movimento. Mas, nós não somos poucos e não vamos abandonar nossa luta que é justa. Não pedimos nada além do cumprimento de uma lei e isso não pode ser considerado pouco”, fala do professor Ataíde Oliveira durante a última assembleia.


Um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Educação, e divulgado no site da prefeitura nesta quarta-feira (17), diz que 44 escolas seguem com aulas normal; parcial 20, em greve total 30 escolas.

 

Na tentativa de provar que está sendo cumprido integralmente a lei federal 11.738, recentemente a Secretaria Municipal de Administração divulgou um levantamento apontando que dentro de um quadro com 8 mil professores, a menor remuneração paga é 52% acima do piso nacional.

Melissa/Capital News

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