A prefeitura enviou um projeto à Câmara de Vereadores que prevê a criação da Fundação Mirim de Campo Grande (FMCG) com a finalidade de retomar o controle dos mecanismos de preparação e inserção do jovem no mercado de trabalho.
A decisão foi anunciada pelo prefeito da Capital, Gilmar Olarte durante evento na Base Aérea, nesta quarta-feira (25). A medida foi tomada devido à situação caótica em que se encontra o Instituo Mirim de Campo Grande, em que os professores fazem greve há quase uma semana, pedindo a saída da atual presidente-diretora Mozania Ferreira Campos, indicada pelo prefeito cassado Alcides Bernal (PP). Eles alegam assédio moral e pedem melhores condições de trabalho, justificando que os materiais pedagógicos estão sucateados e os computadores são antigos demais.
O Instituto Mirim sofreu mudanças no estatuto em 2009 e 2013 foi desvinculado da prefeitura, passando a ser tratado como uma ONG (Organização Não Governamental) e passou a ser coordenada por um conselho deliberativo.
A prefeitura informou que vai “substituir os convênios estabelecidos com o Instituto Mirim em razão, principalmente, da problemática prestação de contas da organização”, que de acordo com a mesma, não fornece informações corretas há quase dois anos.
Ainda de acordo com a nota da prefeitura, com a criação da FMCG, o recurso investido será mais bem fiscalizado, subordinado ao controle e gestão financeira do Município, que inclui acompanhamento pelo Tribunal de Contas e controle administrativo por parte do Poder Executivo, além da submissão à Lei Federal 8666/93, que rege as licitações.
Com essas medidas, a prefeitura defende que pretende retomar o controle sobre a formação de jovens, impedir o uso político e assegurar a continuidade de uma ação social, que já dura 30 anos, e é reconhecidamente um meio da promoção da qualidade de vida para as famílias beneficiadas.
