Cerca de 1.200 professores da Rede Municipal de Ensino se reuniram na manhã desta terça-feira (19) em frente ao Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) para cobrar a lei do piso nacional da categoria (lei federal 11.738/08 e da municipal 5.411/14).
De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves na rede municipal de ensino são mais de 6 mil professores e 100 mil alunos afetados pela atual gestão. “Não estamos de brincadeira aqui. A prefeitura vai ter que nos ouvir. Infelizmente as coisas estão tomando este rumo e algo precisa ser feito. Nós professores não vamos desistir do que é nosso por direito em lei”, afirmou Gonçalves.
Gonçalves disse ainda, que está marcada para esta tarde às 14h, uma assembleia geral onde os professores discutirão se entrarão ou não em greve. “Estamos preparando um indicativo de paralisação para o dia 25 de maio, independente ou não da decisão de greve”, explicou.
Para a professora de português, Daniela Sherer que participou do protesto em frente à ACP, o poder público precisa respeitar o professor como profissional que ele é. “Chega dessa imagem de sacerdote que o professor tem apenas o dom de ensinar! Vamos à Câmara Municipal exigir nossos direitos e pedir apoio dos poder público sobre esta questão. O professor merece respeito”, ressaltou.
A professora Jane Ruiz criticou a atual gestão da prefeitura. “Essa gestão é desorganizada, antes as coisas eram diferentes. Os professores não vão se calar e existe a lei de responsabilidade fiscal, os gastos públicos estão aí e temos que reivindicar nossos direitos”, disse.
A última negociação ocorreu no dia 13 de maio, onde se reuniram integrantes da categoria dos professores, juntamente com a Comissão de diretores da ACP. Até o momento a categoria teve resposta negativa às solicitações. Os professores seguem também na manhã desta segunda-feira, para a Câmara de Vereadores para pedir o apoio do poder público.
Lei do piso salarial nacional
Na lei é determinada a equiparação do piso municipal ao piso salarial nacional corrigido pelo Ministério da Educação (MEC) em 2015 com 13,01%. Nessa situação a prefeitura deve aplicar a mesma correção à remuneração dos professores municipais.
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