A greve dos professores da Rede Municipal de Ensino continua por tempo indeterminado. É o que disseram os educadores na Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta quinta-feira (13) juntamente com o presidente da ACP (Associação Campo-Grandense dos Profissionais em Educação) Geraldo Gonçalves, após decisão do prefeito Gilmar Olarte (PP) de não aceitar o parcelamento do pagamento dos 8,46% restantes à categoria enquanto os professores não voltarem às salas de aula.
Com a decisão, a professora Maria Cristina Bessa, educadora há 28 anos na profissão, acredita que o poder público deve intervir na articulação com o prefeito, já que segundo a categoria, não conseguem um acordo. “Nós viemos aqui para tentar mais uma vez pedir o apoio dos vereadores para nos ajudar. Nós sabemos que este trabalho é importante e o poder público deve estar presente na nossa causa. Nós decidimos manter a greve e vamos decidir até o período da tarde se vamos entrar com processo judicial contra o prefeito”, revelou a professora.

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Foto: Deurico/Capital News
A vereadora, Rose Modesto (PSDB) estava presente e prometeu aos educadores articular uma nova negociação com o prefeito Gilmar Olarte (PP). “Fica muito ruim para a Câmara se tiver que judicializar essa situação, pois a lei é constitucional. Tem um impasse de recursos financeiros e nós sabemos disso, mas a categoria foi flexível, num momento em que ela já abriu uma negociação de pagamento de outubro para janeiro e é isso que eu vou tentar, junto com os vereadores conversar com o prefeito e fechar até janeiro, embora a assembleia que teve hoje de manhã foi aprovado isso, então vamos tentar mais uma vez, é a minha expectativa, é a minha esperança mas os professores precisam lutar pelos seus direitos”, comenta a vereadora.
O presidente da ACP (Associação Campo-Grandense dos Profissionais em Educação) Geraldo Gonçalves destacou a importância do diálogo da categoria junto o poder público. “Nós não queremos a greve e sabemos que essa situação prejudica a todos, porém não podemos abrir mão dos nossos direitos. Vamos pedir mais uma reunião com o prefeito, juntamente com a professora Rose antes de tomar qualquer atitude na justiça, esperamos que o prefeito nos escute e cumpra a lei que temos direito”, revela.

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Foto: Deurico/Capital News
Até as 15h da tarde desta quinta-feira (13) a categoria aguarda uma resposta da prefeitura para protocolar judicialmente um processo administrativo contra o prefeito Gilmar Olarte sobre o pagamento do reajuste de 8,46%.
