Os professores da Rede Municipal de Ensino estão reunidos nesta segunda-feira (17), em passeata na avenida Afonso Pena com a Rui Barbosa para protestar contra a decisão do Tribunal de Justiça da última sexta-feira (14) que suspende a lei de reajuste do salário dos professores, (restantes 8,46%) aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande em 2013.
De acordo com a assessoria de imprensa, a categoria está indo em direção ao Paço Municipal e a partir da decisão, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação) irá recorrer da decisão da justiça e entrar com uma ação pública contra o prefeito Gilmar Olarte (PP).
De acordo com o tribunal de justiça de Mato Grosso do Sul, a decisão era para que os professores deveriam voltar para as salas de aula sob pena de R$ 25 mil reais ao dia e se apresentou como favorável sobre a (Ação Direta de Inconstitucionalidade), que anula a lei, prevendo o reajuste de 8,46%. A greve continua até o próximo dia 19, quarta-feira, onde os professores se reunirão em nova assembleia.
A professora Gisele Ximenes da fonseca, 33 anos professora desde 2008 participa da passeata e fala sobre as ações da categoria em relação a decisão da justiça. "Já entramos com uma ação contra o prefeito, uma luta que não vai ser fácil. Enquanto tivermos condições vamos lutar. O prefeito tem uma atitude covarde por que não conversa com a gente. não tem dialogo", desabafa a professora.

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Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
O deputado Estadual, Pedro Kemp está no local e apoia o diálogo entre a categoria e o poder público. "Acho lamentável a atitude do prefeito entrar na justiça por um direito dos professores por uma lei que foi aprovada na Câmara. A prefeitura sempre foi avitária, agora ele tem que explicar por que a prefeitura esta quebrada", comenta o deputado. A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Campo Grande não se manifestou até o momento sobre a passeata e nem quando o prefeito Gilmar Olarte (PP) se reunirá com a categoria dos professores.
