Os 58 laboratórios de Ciências e Matemática instalados em escolas da Rede Municipal de Ensino estão dando um novo ânimo aos estudantes, no aprendizado destas disciplinas. É o caso, por exemplo dos alunos da Escola Municipal Irmã Edith, no Jardim Colúmbia. As experiências em sala de aula foram essenciais para que os alunos conquistassem o prêmio júnior da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetecms/2014) realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
A diretora da Escola Municipal Irmã Edith, Irene Cândido da Silva Távora, disse que os alunos surpreenderam com a conquista. “Mesmo na falta de alguns equipamentos, o laboratório é bem utilizado pelo professores. As aulas práticas no laboratório são diferentes para os alunos e os professores descobrem talentos com os experimentos, mesmo com materiais alternativos”, afirma a diretora ao deixar claro que a criatividade é um ingrediente fundamental em sala de aula.
O prêmio
O prêmio que os alunos da Escola Municipal Irmã Edith concorreram e ficaram em primeiro lugar com parceira da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul teve como tema “Analise microbiológica de cédulas e moedas que circulam em uma Padaria de Campo Grande – MS. Os alunos foram auxiliados pelas professoras Jaqueline Larrea, Tatiane Brasil e Jaqueline Vilas Boas.
Na Escola Municipal Irmã Edith o laboratório está sob a responsabilidade das professoras Tatiane Brasil e Jaqueline Vilas Boas. A professora Tatiane cita o exemplo do trabalho de germinação das plantas. “Quando a gente insere uma semente num algodão umedecido, as crianças vêem a planta nascendo e elas podem ver o primeiro passo de desenvolvimento das plantas. Este é um método prático para o aluno entender a formação da natureza”, exemplifica. A aluna Raila Fernanda Souza, 13, do 7º ano, disse que na prática as aulas ficam mais interessantes. “Com a aula no laboratório, a gente passa a gostar mais de Ciências”, considera. A opinião da estudante é compartilhada pelos colegas de sala.
Na Escola Municipal Licurgo de Oliveira Bastos, o laboratório de ciências e matemática funciona há dois anos. “Todos os alunos utilizam o laboratório. São cerca de 1.700 estudantes, desde a educação infantil ao nono ano. O laboratório não é utilizado somente pelos professores de ciência, mas também pelos professores regentes”, afirmou a diretora-adjunta do estabelecimento, Claudeci de Paula de Almeida.
A professora Júlia Assunção Gregório de Moraes, da Escola Licurgo, enfatiza que a prática colabora para o aprendizado do aluno. Segundo ela, eles ficam “encantados” com os experimentos que fazem no laboratório. Para eles, as aulas se tornam mais significativas. “A mudança de ambiente, da sala de aula para o laboratório, tira o aluno da rotina e esta mudança pedagógica é muito boa. Temos o material no laboratório, mas usando o material alternativo, o rendimento dos alunos foi melhor”, observa a professora.
Para a aluna Alamis Rodrigues, 11, do 6º, as aulas de ciências ficam mais interessantes dentro do laboratório. “No laboratório, a gente estuda na prática e com o manuseio dos materiais nós aprendemos mais”. De acordo com a coordenadora de Ensino Fundamental do 6º ao 9º, Michelle Bittar Nobre, 58 laboratórios estão funcionando, sendo 48 de ciências e 10 de matemática. Os professores que atuam nos laboratórios desenvolveram atividades com materiais alternativos, em curso de formação da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e na UFMS. “Essa formação foi muito boa porque os professores capacitados discutem temáticas de sustentabilidade com os alunos da Reme”, ressalta Michelle.
A secretária municipal de Educação, Ângela Brito disse que por determinação do prefeito Gilmar Olarte já fez um levantamento para aquisição de materiais para auxiliar alunos no aprendizado. “O investimento é muito alto, chega a R$ 5 milhões. Diante das dificuldades financeiras da Prefeitura, esperamos que as contas sejam equilibradas para que possamos investir na melhoria dos laboratórios. Nossos professores são capacitados e sabem muito bem ensinar os alunos com materiais alternativos”, afirma.
