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Economia Terça-feira, 05 de Junho de 2012, 18:59 - A | A

Terça-feira, 05 de Junho de 2012, 18h:59 - A | A

Grupo Alimentação puxa inflação no mês de maio na Capital

Da Redação (PF)

No mês de maio, a inflação na cidade de Campo Grande foi de 0,42%, com uma pequena queda em relação ao mês de abril, que foi de 0,45%. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), calculado pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp, é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo.

“Desta vez, o grupo que mais contribuiu para a inflação foi o grupo Alimentação, com 1,29%, reflexo dos aumentos nos preços dos produtos da cesta básica. O item carnes, que estava em queda de preços até o mês de abril, reverteu a tendência em maio. Os grupos que mais contribuíram para a queda da inflação foram Transportes, Educação e Vestuário, que tiveram deflações de (-0,11%), (-0,21%) e (-1,42%), respectivamente. Os outros grupos tiveram variações positivas: Habitação 0,12%, Alimentação 1,29%, Despesas Pessoais 0,48% e Saúde 1,86%””, analisa o coordenador do IPC/CG da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia Souza.

De acordo com o coordenador, pesar dessa alta na inflação, o acumulado em 12 meses, é de 4,29%, ainda abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5% com tolerância de ±2%, indicando que, por enquanto, a inflação está sob controle.

Em maio, o grupo Habitação uma pequena elevação de 0,12% em seu índice em relação ao mês de abril, devido principalmente aos aumentos de cera para assoalho 4,97%, limpa vidros 4,40%, carvão 2,78% e fogão 2,74%. As maiores quedas de preços deste grupo ocorreram com: liquidificador (-3,04%), forno microondas (-1,92%), inseticida (-1,59%), ventilador (-1,58%), entre outros com menores quedas.

O índice de preços do grupo Alimentação apresentou uma elevada inflação de 1,29%. “Isto é reflexo de aumentos de preços de produtos da cesta básica de alimentação: arroz, feijão e carnes. Por outro lado, este grupo sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de preços ao término da sua safra, outros diminuem de preços quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável, há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável”, explica Souza. Os produtos que mais pressionaram a inflação para cima foram: cebola 19,11%, abobrinha 12,99%, queijo muçarela/prato 10,81% e filé mignon 10,75. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas como chuchu (-22,05%), mamão (-14,83%), abacaxi (-14,05%) e cenoura (-8,77%).

No item carnes, os cortes de carne bovina reverteram a tendência de queda que vinha acontecendo nos meses anteriores, com aumentos na maioria dos cortes e, alguns, com fortes aumentos, como aconteceu com o filé-migon 10,75%, picanha 7% e músculo 4,39%. Somente o lagarto teve queda de preço de (-0,37%). “Esses aumentos são reflexos do início da entressafra na pecuária bovina, apesar das pastagens estarem verdes por conta das chuvas que têm ocorrido. Também é reflexo da alta do dólar frente ao real, provocando aumento nas exportações de carnes. A demanda pode estar começando a ficar superior à oferta de carne no mercado interno. A tendência é de piora nos próximos meses para o bolso do consumidor nesse item. Em relação à carne suína, que sempre acompanha a tendência da carne bovina, seguiu caminho oposto, com quedas em todos os cortes, a saber: pernil (-4,23%), costeleta (-3,85%) e bisteca (-2,29%). O frango congelado teve aumento de preço, de 0,84% e miúdos com alta de 2,07%”, expõe Souza.

Já o grupo Transportes, no mês de maio de 2012, apresentou pequena deflação de (-0,11%) devido, principalmente, às quedas de preços em pneu novo (-0,91%), gasolina (-0,19%), etanol (-0,12%) e diesel (-0,12%). Observou-se aumento de 0,34% para os carros novos. “O aumento que ocorreu neste mês de maio no preço da gasolina terá o seu reflexo no mês de junho próximo. Também, quedas de preços de carros novos, motivadas pela queda do IPI concedida pelo Governo, certamente terão reflexos no próximo mês”, informa o pesquisador do Nepes da Anhanguera-Uniderp, José Francisco dos Reis Neto.

Com moderada inflação, o grupo Despesas Pessoais apresentou índice de 0,48%, devido principalmente aos aumentos de preços de serviços de cabeleireiro (corte e tintura) 2,65%, absorvente higiênico 2,63% e xampu 1,91%. Quedas de preços ocorreram com: protetor solar (-0,68%) e hidratante (-0,50%).

Demonstrando deflação de (-1,42%) em seu índice, o grupo Vestuário apresentou aumentos de preços nos produtos sandália / chinelo feminino 1,75%, bermuda e short feminino 1,34%, short e bermuda masculina 0,88%, entre outros com menores aumentos. Ocorreram quedas de preços nos produtos: sandália / chinelo masculino (-6,22%), lingerie (-1,06%), calça comprida feminina (-0,58%), entre outros com menores quedas de preços. Também com deflação, o Grupo Educação apresentou índice de (-0,21%), devido às quedas de preços em produtos de papelaria, de (-1,98%).

Por fim, o Grupo Saúde apresentou uma forte inflação nos preços de seus produtos e/ou serviços, da ordem de 1,86%, reflexo neste mês do aumento concedido pelo Governo no mês abril, por se tratar de preços administrados. “Destacaram-se com aumentos de preços: hipotensor e hipocolesterínico 7,94%, antiinfeccioso e antibiótico 6,86%, antimicótico e parasiticida 6,05%. Quedas de preços ocorreram com antigripal e antitusspigeno (-1,53%) e anticonceocional e hormônio (-0,15%)”, listou o pesquisador Reis Neto.

Inflação acumulada – “A inflação acumulada neste ano de 2012, na cidade de Campo Grande, é de 2,13% e, nos últimos 12 meses, é de 4,29%, indicando que a inflação permanece abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que para o ano de 2012, é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos. A tendência para este ano é que a inflação acumulada na cidade de Campo Grande fique dentro da meta estabelecida pelo CMN”, comenta o pesquisador da Anhanguera-Uniderp José Francisco dos Reis Neto.

“O grupo Despesas Pessoais teve uma inflação acumulada neste ano de 2012 de 7,98%, refletindo o aumento nos preços dos cigarros ocorridos no mês de abril; a seguir, vem os grupos Educação com 5,41%, Saúde com 3,23% e Habitação com 2,38%, índices maiores do que a inflação acumulada neste ano de 2012, que é de 2,13%. Os Grupos Vestuário e Transportes acumulam deflações de (-1,14%) e (-0,31%), respectivamente. Já, quanto à inflação acumulada nos últimos 12 meses, todas estão positivas, destacando Despesas Pessoais com 9,98%, Educação 5,71%, Alimentação 4,78% e Saúde 4,49%, com índices acima da inflação acumulada nesses últimos 12 meses, que é de 4,29%. O Quadro 10 mostra os índices dos sete grupos que compõem o IPC / CG, bem como os seus valores acumulados nos últimos doze meses, na cidade de Campo Grande”, finalizou.

Os dez mais e os dez menos - os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de abril de 2012, em Campo Grande foram: Arroz, Hipotensor e hipocolesterínico, Leite pasteurizado, Queijo muçarela/prato, Queijo-de-Minas, Batata, Óleo de soja, Antiinfeccioso e antibiótico, Cebola e Pescado fresco. Já os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação foram: Papelaria, Laranja pera, Mamão, Chuchu, Pneu, Cenoura, Azeitona, Linguiça fresca, Cenoura e Azeitona.

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