Após ser afastado do cargo por ser investigado em um suposto esquema de desvio de R$ 15 milhões, o prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), está de volta ao comando do município.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o afastamento por mais de oito meses foi excessivo e não possuía justificativa suficiente para ser mantido. Por isso, determinou o retorno imediato do prefeito à administração municipal.
O magistrado também revogou a proibição de acesso às dependências da Prefeitura de Terenos.
Ainda de acordo com a decisão, Budke continuará utilizando tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com os demais investigados no caso.
Em nota, os advogados Daniel Castro, Felipe Barbosa e Julicezar Barbosa, responsáveis pela defesa de Henrique Budke, afirmaram que o prefeito é inocente e que seu retorno contribui para a restauração da normalidade administrativa do município.
“A decisão do Superior Tribunal de Justiça reconhece a desnecessidade da medida de afastamento do prefeito municipal, restabelecendo o pleno exercício do mandato. O retorno ao cargo contribui para a restauração da normalidade administrativa e institucional do Município, reforçando a confiança de que a inocência de Henrique será demonstrada ao longo da instrução processual”, diz a nota.
Entenda o caso
Agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizaram uma operação em setembro de 2025 após investigações apontarem que o prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), utilizava servidores públicos para manipular licitações e beneficiar empresas ligadas ao suposto esquema.
De acordo com a investigação, os desvios ocorriam por meio de editais públicos que simulavam concorrências, mas que, na prática, favoreciam empresas previamente escolhidas.
Segundo o Gaeco, o grupo também pagava propina a servidores públicos. Em troca, eles atestavam falsamente a entrega de produtos e a prestação de serviços que não haviam sido realizados.
Os servidores ainda facilitavam a liberação de pagamentos de notas fiscais relacionadas a contratos firmados entre empresários e a administração municipal.
As investigações seguem em andamento.
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