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Economia Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2016, 12:56 - A | A

Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2016, 12h:56 - A | A

Economia

Custo da cesta básica sobe em janeiro acumulando alta de mais de 15% em um ano

Tomate e açúcar impulsionaram aumento do preço. Apenas pão francês teve queda

Antonio Negruny
Especial para o Capital News

Deurico/Capital News

Foto ilustrativa de Mercado, cesta básica, supermercado, compras, produtos alimentícios

Custo da cesta básica sofreu aumento 2,83% em Campo Grande

Os dados de custo médio da cesta básica foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), que elabora mensalmente a pesquisa em diferentes estabelecimentos comerciais de Campo Grande. Em janeiro a cesta básica registrou um aumento de 2,83% em relação ao mês de dezembro, o valor de R$ 364,72, saltou para R$ 375,04 em trinta dias. Com as altas acumuladas, o custo dos produtos somados subiu 15,36 pontos percentuais nos últimos doze meses e 5,94% no semestre.


Dos quinze produtos que compõem a pesquisa, dez tiveram alta nos preços: tomate (15,45%); açúcar (11,89%); batata (10,39%); feijão (6,84%); óleo (4,80%); alface (4,56%); laranja (3,40%); sal (2,04%); banana (0,96%) e carne (0,33%). As baixas ficaram por conta da margarina (1,56%); arroz (0,97%); leite (0,86%); macarrão (0,39%). O único item que não teve o preço alterado foi o pão francês.


De acordo com a Semade, a quarta alta consecutiva do preço do açúcar se deve pela priorização da produção de etanol. A Organização Internacional do Açúcar (OIA), por exemplo, prevê um déficit mundial de 3,53 milhões de toneladas. Entre os fundamentos das projeções estão aumento nos custos de produção, fatores climáticos, alta do dólar e demanda global recorde.

Deurico/Capital News

Foto ilustrativa de tomate, hortifruti

Tomate voltou a ser um dos vilões da cesta básica


Se por um lado as chuvas atrapalham a colheita do tomate, que elevou o preço do produto no mercado interno, beneficiam a produção de leite com a ampliação das áreas de pastagens, aumentando a oferta no mercado e diminuindo os preços em 0.86%.


A secretaria mostra que o custo da cesta alimentar em janeiro foi equivalente a 42,62% do salário mínimo de R$ 880,00. Em dezembro o trabalhador utilizou 46,28% do salário para adquirir a cesta.

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