A Prefeitura de Campo Grande recebeu nesta terça-feira (29) 44 máquinas e implementos agrícolas destinados ao atendimento de produtores da agricultura familiar urbana e rural. Os equipamentos foram adquiridos por meio de convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), viabilizado por emenda parlamentar da então deputada federal Tereza Cristina, atual senadora por Mato Grosso do Sul, com investimento superior a R$ 4,7 milhões.
Os equipamentos serão utilizados no atendimento a produtores da agricultura familiar, comunidades rurais e assentamentos, em serviços como preparo e correção do solo, plantio, manejo e outras atividades produtivas. A estrutura também será utilizada nas ações relacionadas ao cinturão verde de Campo Grande e integra o Programa Agro Forte e Sustentável.
O recebimento foi realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), com a presença da prefeita Adriane Lopes, do secretário Ademar Silva Junior, da senadora Tereza Cristina e de representantes e lideranças da agricultura familiar.
Inicialmente, os equipamentos ficarão sob gestão da Semades e serão utilizados por meio da Patrulha Agrícola Mecanizada Volante. Os atendimentos serão organizados a partir de avaliação técnica e programação, conforme as demandas apresentadas pelas comunidades e pelos produtores.
A aquisição amplia a estrutura pública disponível para apoiar pequenos produtores que não possuem maquinário próprio. A expectativa é reduzir custos operacionais, melhorar as condições de trabalho e ampliar a capacidade produtiva das áreas atendidas.
Apoio à produção
Entre os equipamentos estão tratores e implementos destinados a diferentes etapas da produção, incluindo preparo e correção do solo, plantio, manejo e colheita. A estrutura permitirá ampliar os serviços oferecidos pela Prefeitura aos produtores que enfrentam dificuldades para adquirir ou utilizar maquinário próprio.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirmou que os equipamentos devem contribuir para a redução dos custos de produção e para o abastecimento local.
“Além de apoiar o trabalho dos produtores, os equipamentos contribuem para a redução dos custos operacionais e fortalecem as cadeias locais de abastecimento. Esse investimento integra as políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento rural e à inclusão produtiva, criando condições para que a produção urbana e rural avance de forma estruturada e sustentável”, afirmou.
A senadora Tereza Cristina destacou que os equipamentos foram destinados principalmente a produtores que não têm condições de adquirir máquinas para desenvolver suas atividades.
“Essa demanda é para atender, principalmente, aqueles que não podem ter uma máquina. A Prefeitura faz o planejamento, marca a ida lá, prepara a terra. Isso é para atender justamente os pequenos agricultores que precisam muito”, afirmou.
Tereza Cristina também ressaltou a extensão da área rural de Campo Grande e a necessidade de ampliar gradualmente a estrutura disponível para atender os produtores. Segundo ela, novos recursos poderão ser destinados futuramente para complementar os equipamentos e atender necessidades específicas de produção.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que os equipamentos ampliarão a capacidade de atendimento do Município aos pequenos produtores.
“Estamos fortalecendo quem produz, quem coloca alimento na mesa das famílias e quem movimenta a economia nas comunidades. Esses equipamentos chegam para ampliar a capacidade de atendimento da Prefeitura, reduzir dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores e criar melhores condições para o cultivo, a geração de renda e a permanência das famílias no campo. É investimento que chega na ponta e fortalece toda a cadeia de produção de alimentos em Campo Grande”, afirmou.
Agricultura familiar
Para os produtores, a chegada dos equipamentos representa a possibilidade de ampliar a produção e melhorar as condições de cultivo.
O presidente da Associação São Luiz, Adão Soares do Amaral, agradeceu o investimento e destacou a importância dos maquinários para os produtores.
“É de grande importância o maquinário para nós da agricultura familiar. Estamos aqui com muita alegria para agradecer esses maquinários, que vão nos ajudar muito”, afirmou.
Na Agrovila Campo Grande Orgânico, que reúne 237 famílias, a expectativa também é de aumento da produção. A presidente da entidade, Emília Diniz, destacou o impacto dos equipamentos para pequenos agricultores e mulheres que têm na produção uma fonte de renda para suas famílias.
“Vocês não têm noção da importância que é para 237 famílias esses equipamentos. Lá nós temos pequenos agricultores, muitas mães solo que têm a sua horta, que tiram o sustento dos seus filhos dali. Esses equipamentos vão evoluir 100% a nossa produção”, relatou.
Emília também afirmou que a produção da Agrovila beneficia outras comunidades por meio da doação de alimentos e ressaltou a importância da continuidade da parceria para o desenvolvimento da agricultura familiar.
Trabalho integrado
O diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer), Fernando Luiz Nascimento, destacou a atuação conjunta entre as instituições para viabilizar a chegada dos equipamentos e atender às demandas dos produtores.
Segundo Fernando, Campo Grande possui demanda tanto nas comunidades rurais e assentamentos quanto nas áreas de produção próximas à região urbana. Ele avaliou que a ampliação da mecanização deve ser acompanhada por outras políticas públicas, como assistência técnica, capacitação e ações integradas entre os órgãos.
“Campo Grande tem uma demanda muito grande da agricultura familiar e pequenos produtores. Tem muito assentamento, crédito fundiário, pequenas propriedades e também agricultura dentro da área urbana. Então a demanda é muito grande, e a gente precisa trabalhar junto e fortalecer esse trabalho cada vez mais”, afirmou.
A chegada dos equipamentos amplia a estrutura pública disponível para atender as comunidades produtoras de Campo Grande. A expectativa é que o maquinário contribua para melhorar as condições de produção, reduzir custos e dar suporte às atividades do cinturão verde e à geração de renda das famílias que vivem da agricultura.
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