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Agronegócio Terça-feira, 28 de Abril de 2026, 13:20 - A | A

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Fase complexa

Projeto Sucuriú avança e dobra número de trabalhadores em Mato Grosso do Sul

Fase mais complexa da obra exige integração e alta precisão

Viviane Freitas
Capital News

Reprodução de vídeo

Balão de uma caldeira de recuperação que será instalada na planta do Projeto Sucuriú

Balão de uma caldeira de recuperação que será instalada na planta do Projeto Sucuriú

Com cerca de 70% das obras concluídas, o Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, entrou na etapa considerada mais crítica da construção. A nova fase marca a transição para a montagem industrial, exigindo maior especialização técnica e coordenação. A mudança também impacta diretamente a mão de obra. "O número de trabalhadores deve dobrar nas frentes de montagem", passando de 4 mil para 8 mil. No total, o canteiro já reúne mais de 11 mil pessoas e pode alcançar 14 mil ao longo de 2026.

Nesta fase, a obra deixa o ritmo pesado do concreto e avança para a montagem eletromecânica, com instalação de equipamentos, tubulações, válvulas e sistemas essenciais para o funcionamento da fábrica. Esse estágio é considerado o mais desafiador por demandar integração precisa entre diferentes estruturas. O projeto já nasce com escala inédita e deve se tornar a maior fábrica de celulose do mundo construída em etapa única, com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas por ano. O investimento total chega a US$ 4,6 bilhões, cerca de R$ 23 bilhões, com início das operações previsto para o segundo semestre de 2027.

Entre os equipamentos de destaque está o balão de vapor, trazido da China, com 300 toneladas e mais de 30 metros de comprimento. A caldeira de recuperação, peça central da operação, reúne mais de 3 mil toneladas de aço e utiliza tecnologia para geração de energia a partir de biomassa. A dimensão do projeto também se reflete na logística e na estrutura. Digestores devem ultrapassar 60 metros de altura, enquanto a área de secagem ocupa cerca de 30 mil metros quadrados. Após a conclusão, a unidade deve gerar aproximadamente 6 mil empregos diretos nos setores industrial, florestal e logístico.

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