Os preços do milho seguem em queda neste início de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. O movimento é influenciado pela postura mais cautelosa dos compradores, que têm reduzido a atuação no mercado spot diante do avanço da colheita da segunda safra e do cenário internacional desfavorável.
Segundo pesquisadores do Cepea, muitos consumidores já contam com estoques suficientes para atender à demanda de curto prazo e acompanham de perto o desenvolvimento da safra brasileira. Além disso, a recente queda dos preços internacionais diminui a competitividade das exportações brasileiras e pressiona os valores praticados no mercado interno.
Do lado dos vendedores, a comercialização segue limitada. Produtores que não enfrentam necessidade imediata de caixa ou de liberar espaço nos armazéns optam por segurar parte da oferta à espera de uma possível recuperação dos preços.
A expectativa de menor produção na temporada 2025/26 também sustenta essa estratégia. Entre os fatores de preocupação estão os efeitos da seca em áreas produtoras de Goiás e de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná, que podem impactar a produtividade das lavouras.
No mercado internacional, o milho também enfrenta pressão baixista. A melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, o aumento da oferta na América do Sul, a colheita da segunda safra brasileira e o bom desempenho da produção argentina ampliaram a disponibilidade do cereal no mercado global. A desvalorização do trigo também contribuiu para o recuo das cotações do milho no exterior.
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