Com investimento contínuo em tecnologia, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) passou a utilizar o MALDI-TOF, técnica moderna que permite identificar microrganismos com mais rapidez e precisão. A unidade é a única da rede pública do Centro-Oeste a contar com esse tipo de equipamento.
Antes, a identificação de bactérias e fungos podia levar até cinco dias. Agora, o resultado pode sair em menos de 24 horas, o que permite iniciar o tratamento adequado mais cedo e aumenta as chances de recuperação dos pacientes atendidos pelo SUS.
Segundo a bióloga Eliane Borges de Almeida, responsável pelo laboratório, o principal avanço está na velocidade dos resultados. “Enquanto os métodos tradicionais levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Em casos graves, como sepse, cada minuto conta”, afirmou.
A tecnologia também contribui para o uso mais preciso de antibióticos. Com a identificação rápida do agente causador da infecção, os médicos podem indicar o medicamento correto desde o início, evitando o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro.
Para a diretora técnica Patricia Rubini, o impacto vai além do atendimento individual. “O tratamento correto desde o primeiro dia acelera a recuperação, reduz o tempo de internação e melhora o uso dos leitos. Isso beneficia todo o sistema de saúde”, destacou.
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