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Dourados

Chikungunya faz 8ª vítima em Dourados e preocupa autoridades

Baixa adesão à vacinação e alta taxa de positividade acendem alerta

João Gabriel Vilalba

Um indígena de 29 anos é a oitava vítima de chikungunya registrada no município de Dourados, a 220 quilômetros de Campo Grande. Ao todo, são oito mortes confirmadas pela doença, além de quatro óbitos que seguem em investigação.

A vítima era moradora da Aldeia Bororó, região que concentra o maior número de casos da epidemia no município.

Apesar do aumento no número de mortes, a procura pela vacina contra a chikungunya no primeiro dia da campanha ficou abaixo da expectativa da Secretaria Municipal de Saúde. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) aplicaram apenas 207 doses nesta segunda-feira (27). Já nas aldeias Bororó e Jaguapiru, apenas 30 pessoas procuraram atendimento para se vacinar.

Na segunda-feira (27), o Centro de Operações de Emergências (COE) havia confirmado uma morte suspeita de um paciente de 50 anos, que estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já nesta terça-feira (28), foi confirmada a morte do indígena de 29 anos, que apresentou os primeiros sintomas no dia 19 de abril e faleceu no dia 25, no Hospital da Vida.

A informação foi repassada ao COE pela Fundação de Serviços de Saúde (Funsaud). Além desses casos, seguem sob investigação as mortes de uma criança indígena de 12 anos e de um idoso de 84 anos.

Internações em queda

Assim como o número de novos casos, as internações também apresentaram redução nos últimos dias. O boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira aponta que Dourados registra atualmente 33 pacientes internados com chikungunya. No dia anterior, eram 42 internações.

Casos no município

De acordo com o relatório do COE, o município já registrou 7.100 notificações da doença, com 5.187 casos prováveis e 2.554 confirmações. Outros 1.913 casos foram descartados e 2.663 seguem em investigação.

Na Reserva Indígena, os números também chamam atenção: são 3.051 notificações, com 2.412 casos prováveis e 1.461 confirmados, além de 639 descartados e 951 em investigação.

O documento aponta ainda que a curva epidêmica indica redução recente nas notificações, mas a doença segue em circulação. Segundo o relatório, a queda observada na semana epidemiológica 13 pode estar relacionada ao feriado, o que impacta o registro de casos.

Alerta das autoridades

Apesar da diminuição de novos casos, o COE alerta que a taxa de positividade da doença permanece elevada nos últimos 15 dias, indicando a necessidade de manutenção das medidas de prevenção.

“É preciso manter a atenção total, redobrar os cuidados preventivos, como o descarte correto do lixo, eliminação de água parada e a busca pela vacinação, já que a procura no primeiro dia da campanha foi muito baixa”, destacou o secretário municipal de Saúde, Marcio Figueiredo.

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