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Terça-Feira, 12 de Julho de 2011, 10h:48
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Prisão de mulheres no tráfico é cada vez maior

Alessandra Carvalho - Capital News (www.capitalnews.com.br)

As prisões de mulheres envolvidas no tráfico de drogas estão cada vez mais comuns em Mato Grosso do Sul. Os dois últimos casos registrados pelo 10º Batalhão da Polícia Militar da Estação Rodoviária Senador Antônio Mendes Canale, foi no dia 24 de junho deste ano.

J.S.N, 25 anos, foi presa em uma fiscalização no ônibus da Viação Nova Integração, prefixo 2302, de itinerário Foz de Iguaçu (PR) a Alta Floresta (MT). Ela carregava dez tabletes de maconha dentro uma mochila da cor preta. No bagageiro tinha uma mala da cor rosa com 15 tabletes de maconha.

Ela disse para a polícia que mora na cidade de Altônia (PR), divisa com o Paraguai, e declarou que: Trouxe a maconha da cidade de Maringá (PR), onde fez um favor à uma amiga chamada L.S, que mora na mesma cidade, e estava esperando a encomenda chegar em Sorriso (MT) para pegar as bagagens e não ganharia nada pelo serviço. A droga foi encaminhada à Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico (Denar), a autora foi encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).

Em outra fiscalização policial foi presa a L.D.S, de 20 anos, no ônibus da Viação Eucatur que fazia o itinerário Porto Alegre (RS) a Aripuanã (MS). Ela confessou para a Polícia que iria ganhar R$ 2,5 mil pelo serviço. A jovem carregava duas malas que exalavam cheiro forte. A Polícia Militar pediu para a jovem abrir duas malas que estavam no bagageiro e foram encontrados 50 tabletes de maconha.

Indagada pela Polícia ela disse que Mora em Cacoal (RO) e  veio contratada por um desconhecido de Vilhena (RO) para buscar a droga em Ponta Porã. E quando chegou em Ponta Porã, um homem desconhecido repassou as bagagens com a droga e ela  pegou um táxi até Mundo Novo e embarcou para Campo Grande em um ônibus da Viação Umuarama e seguiria para Rondônia, destino da droga. O contratante lhe esperaria na rodoviária e entregaria o valor de R$ 2,5 mil pelo serviço. Ela foi presa e encaminhada juntamente com a droga à Denar, onde a droga foi pesada e tinha, 38 quilos de maconha.

No estabelecimento penal feminino Irmã Zorzi, em Campo Grande, tem 330 detentas e 90 % dessas mulheres estão presas por tráfico de drogas. Segundo o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Deusdete Souza de Oliveira Filho, a maioria das mulheres que está presa responde pelo mesmo crime.

“A maioria delas, não tem qualificação profissional ou estão desempregadas. E acabaram entrando no tráfico na esperança de ganhar dinheiro fácil. Algumas delas cumpriram pena e depois voltou á vender drogas por alguma questão familiar, ou até mesmo por um algum relacionamento amoroso. Isso só e interrompido quando ela mesma decide parar, ou seja, da sua própria vontade”.

De acordo com o Ministério da Justiça, o número de mulheres presas por tráfico de drogas saltou de 11 mil em 2009 para mais de 14 mil no ano passado.

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Diretor-presidente da Agepen, Deusdete Souza de Oliveira Filho
Foto: Deurico/Arquivo Capital News

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