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A internet 5G e a revolução na saúde

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Hiperconectividade e alta velocidade permitirão avanço tecnológico jamais visto na área da saúde

iStock

ColunaTecnologia

O advento da tecnologia 5G promete revolucionar a maneira como lidamos com a tecnologia. O aumento de até 100 vezes na velocidade em relação à tecnologia 4G, sua antecessora, além de permitir downloads ultrarrápidos, como baixar um filme em poucos segundos, fará com que milhões de dispositivos possam se conectar e interagir na chamada Internet das Coisas (IOT). Mas você sabe como isso poderá ser utilizado na prática?

Imagine que você seja capaz de controlar aparelhos eletrônicos da sua casa de qualquer outro lugar do mundo. Imaginou? Agora imagine a possibilidade de uma cirurgia remota, onde não haja atraso do movimento da mão do médico para a resposta de um robô cirurgião, a muitos quilômetros de distância. Incrível, não é mesmo? É exatamente na área da medicina que o 5G promete entregar mais benefícios. Conheça agora o que o 5G pode fazer pela área da saúde no Brasil.

É fato que a pandemia de COVID-19 pressionou os sistemas de saúde mundo afora, principalmente no Brasil. Por outro lado, o isolamento social colocou muitas pessoas que precisavam de consultas médicas frente à tecnologia da telemedicina, ou medicina à distância, para que se evitasse idas aos hospitais. Com isso, ficou ainda mais aparente a necessidade e a possibilidade de automatização das práticas médicas em um âmbito virtual. Neste sentido, a expansão do 5G pelo país e, principalmente, para áreas remotas e desassistidas possibilitará que essas mesmas teleconsultas possam chegar a mais pessoas, democratizando o acesso à saúde.

A velocidade da conexão ainda permitirá que grandes arquivos de imagem, como resultados de ressonâncias magnéticas, por exemplo, sejam enviados com agilidade. Um arquivo de vários gigabytes poderá ser enviado em segundos! Essa troca quase instantânea de dados significa redução de custos e mais eficiência e rapidez nos tratamentos, e consequentemente redução de filas e mais conforto para os pacientes.

O futuro aponta também para o monitoramento remoto com ajuda da inteligência artificial e da Internet das Coisas. O controle de parâmetros da saúde dos pacientes, feito com dispositivos conectados ao 5G, como smartwatches, wearables e demais assistentes virtuais, permitirá que o médico ou a inteligência artificial acompanhe em tempo real essa evolução, garantindo assim o cuidado necessário com mais prontidão, precisão e segurança.

A principal revolução, porém, é no campo da cirurgia. A diminuição do tempo de latência em relação ao 4G, isto é, o tempo de resposta de um comando que antes era de 50 milissegundos e agora cai para 1 milissegundo, permitirá que o cirurgião opere à distância sem atraso real de um movimento dele para o de um robô presencial. A conectividade com vários dispositivos também fará com que uma equipe médica possa se conectar de diferentes locais do mundo! Aliado a isso, o treinamento de equipes de profissionais poderá ser feito remotamente, acompanhando procedimentos em tempo real, com grande uso nas instituições de ensino, como em uma faculdade de enfermagem.

Mas é claro que ainda há muito a se fazer. A construção de infraestrutura de antenas pode até ser mais rápida nas grandes capitais, mas enfrentará dificuldades para se interiorizar. A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) prevê que apenas em dezembro de 2029 100% dos municípios com menos de 30 mil habitantes terão cobertura 5G. No entanto, o horizonte é bastante animador. A potencial assimilação da tecnologia 5G pelos serviços públicos e privados de saúde é uma luz no fim do túnel para muitos brasileiros, apesar das dificuldades.

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