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Cidadãos com rendas maiores conseguiram economizar dinheiro na pandemia por deixar de gastar com lazer

Por Luisa Pereira

Da coluna Cultura
Artigo de responsabilidade do autor

56% das pessoas que pouparam durante o isolamento afirmam que o fizeram por não poderem ir a bares, restaurantes nem viajar

iStock/Divulgação

ColunaCultura

Se por um lado parte da população vive perdas financeiras durante a pandemia, outro grupo conseguiu economizar no período. Esses foram os cidadãos incluídos nas classes alta e média, que em maioria reduziram os gastos em atividades de lazer por conta da impossibilidade de realizá-las, de acordo com a pesquisa “Raio-X do Investidor”, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha. Em todo caso, o isolamento social e o momento atípico em meio a uma pandemia alteraram os hábitos de consumo e investimento dos brasileiros.


Em 2020, 36% dos brasileiros conseguiram economizar – percentual menor do que os 38% registrados em 2019. A Anbima calcula que este índice corresponde a 20 milhões de pessoas. Entre eles, 56% afirmaram que o motivo principal para a redução de despesas foi a impossibilidade de sair e viajar, já que bares e restaurantes não estavam abertos ao público. No ano anterior, ainda na pré-pandemia, a mesma categoria foi escolhida como a principal razão da economia por 34% dos entrevistados – o equivalente a cerca de 12 milhões de pessoas.


Esse fenômeno é chamado de “poupança involuntária” e já era esperado no momento em que as restrições de locomoção foram anunciadas, já que o consumo iria, certamente, diminuir, segundo Marcelo Billi, superintendente de comunicação, certificação e educação de investidores da Anbima. A pesquisa foi realizada entre os dias 17 de novembro e 17 de dezembro de 2020, com 3.408 pessoas economicamente ativas – seja as que ainda estão em idade produtiva ou as que já estão aposentadas –, de 16 anos ou mais, pertencentes às classes A, B e C. O padrão da redução de gastos com viagens, festas, idas a bares e restaurantes foi verificado, predominantemente, nos grupos A e B.


Outros pontos levantados como motivação para economizar são os cortes de compras desnecessárias, com 24%, e o controle de gastos, com 19%. Em 2019, os motivos eram apontados por 47% e 34% dos ouvidos, respectivamente. Houve, ainda, 11% de adesão a reservar parte do salário. Em 2019, no entanto, essa alternativa era levada em conta por 35% dos respondentes.

Destino do dinheiro
Segundo o levantamento, produtos financeiros foram o principal destino da quantia economizada pelos cidadãos. Entre os brasileiros que investiram em 2020, 53% optaram por essa categoria – alta de 11% em relação a 2019. Por outro lado, a poupança segue como o investimento preferido, sendo utilizada por 29% dos entrevistados.

 

“As pessoas vão voltar a gastar, mas tem quem vai economizar pela memória do período difícil. É possível que o desejo por planejamento financeiro fique maior”, afirma Marcelo Billi. Para ele, é natural que, depois de conseguir poupar durante 2020, mesmo que de forma involuntária, as pessoas fiquem mais conscientes ao utilizar suas economias, planejar compras no cartão de crédito e realizar investimentos.

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