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Máscaras PFF2: eficácia varia entre entre 90% e 98% e modelo é o mais seguro no mercado, afirma estudo

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Análise “Respire!” testou 227 tipos de modelos; máscaras de pano mostraram eficácia média de 40%

iStock

ColunaBem-Estar

Enquanto não há vacinas disponíveis em grande quantidade para a imunização de toda a população brasileira, as máscaras seguem como principal método de prevenção contra o Sars-CoV-2, o vírus da Covid-19. Com o objetivo de proporcionar à comunidade uspiana o acesso a máscaras seguras, a iniciativa Respire! avaliou 227 máscaras popularmente vendidas e usadas por todo o território nacional.

Apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e coordenado pelo professor Paulo Artaxo, o estudo foi feito através da medição da concentração de aerossol (partículas minúsculas suspensas no ar)  artificialmente produzido para ter o mesmo tamanho do Sars-CoV-2. As medições após a filtragem revelaram uma eficácia de porcentagens muito variáveis entre os modelos.

As máscaras de pano, populares pelas suas opções de costura, material e estampa, registraram uma média de 40% de eficácia, variando entre 15% e 70%. São muitos os fatores que podem causar essa variação, mas, dentre eles, os modelos de costura central podem ter pequenos buracos feitos pela máquina, que facilitam a entrada das partículas.

Da mesma maneira, alguns modelos se encaixam muito bem no rosto e possuem clipes de metal para ajuste no nariz, enquanto outros simplesmente não possuem um design ergonômico o suficiente.

As máscaras cirúrgicas de TNT (polipropileno), por sua vez, variam entre 80% e 90%, e, como esperado, os modelos do tipo PFF2 (N95, no registro norte-americano) são os que registraram maior eficácia na filtragem, variando entre 90% e 98%.

Essas informações apontam para uma necessidade de mudança de rotina para quem está mais exposto ao vírus. Pessoas que frequentam lugares fechados e com maior possibilidade de concentração de carga viral, como escritórios em trabalho presencial ou transporte público, podem precisar trocar as suas opções de máscaras para o dia a dia.

A PFF2, obtendo o melhor resultado dos testes, se mostra uma boa alternativa para essa parcela da população. Após o início da pandemia, sua produção praticamente dobrou, e hoje elas podem ser adquiridas por um preço de até R$ 2,00 a unidade, o que as torna muito acessíveis.

Esses modelos já são conhecidos dos profissionais da saúde e de estudantes de cursos da área, como medicina e farmácia EAD ou presencial. Recentemente, a popularidade dos modelos tem passado dessa pequena parcela para o resto da população mais alerta ao contágio.

Isso se deve pelo fato das PFF2 já apresentarem indicativos de eficácia somente pelo seu design. As máscaras cobrem ergonomicamente toda a área do nariz e da boca. Possuem um clipe de metal para ajuste no nariz e elásticos que se prendem à cabeça, e não às orelhas. Todos esses elementos garantem melhor vedação, que pode ser notada no primeiro uso.

Além disso, os modelos também são fabricados com material eletrostaticamente carregado, que "captura" as partículas filtradas, impedindo ainda mais a sua absorção pelo usuário. Essas máscaras podem ser encontradas em farmácias, depósitos e diversos comércios.

Ao utilizar uma PFF2, é importante lembrar de que elas não podem ser lavadas, ou perderão sua eficácia. O correto é deixar a máscara descansar por três a sete dias antes de usá-la novamente; por isso, é recomendado para quem se expõe diariamente ter uma para cada dia da semana.

Com a ajuda de influenciadores digitais e notícias de grandes portais, a popularidade desses modelos tem crescido, oferecendo uma valiosa alternativa para a população. O Brasil já registra mais de 400 mil mortes por Covid-19, e, sem uma perspectiva de vacinas para toda a população, é muito importante manter o cuidado adequado e explorar as melhores opções contra o contágio.

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