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Dormir e acordar tarde pode te deixar mais sedentário

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Pesquisa afirma que vespertinos são 56% menos ativos que matutinos

Divulgação

ColunaBem-Estar

Uma noite de sono ruim é capaz de fazer com que um dia já comece com o “pé esquerdo”. Afinal, quem nunca dormiu mal ou por poucas horas, sem conseguir alcançar o descanso necessário e sentiu que aquilo comprometeu o dia inteiro? Pois bem, o sentimento é genuíno: estudos comprovam que uma boa noite de sono é capaz de regular o metabolismo humano e prevenir uma série de doenças. A prova disso está na disposição que temos ao longo do dia, na quantidade de energia que conseguimos despender nas atividades diárias e até mesmo na manutenção do nosso humor e saciedade.


A verdade é que o sono é indispensável para manter o corpo trabalhando de maneira saudável, e a abstenção dele pode causar sérios problemas à nossa saúde. Há comprovações científicas de que dormir tarde e acordar tarde, mesmo que dentro das horas mínimas necessárias preestabelecidas (oito), pode afetar o nosso desempenho físico no dia seguinte.


De acordo com estudo realizado na Universidade da Austrália do Sul, pessoas sem um horário de sono regular, ou seja, quem costuma dormir muito tarde, tem propensão a ser fisicamente menos ativo – lê-se mais sedentário – do que pessoas com o sono regular. A pesquisa foi realizada com 635 pacientes com diabetes tipo 2, principalmente para avaliar o impacto das horas de sono na doença, mas os resultados se provaram os mesmos em pessoas não diabéticas.


Para avaliar os pacientes, foram colocados acelerômetros no pulso das pessoas para medir a frequência de atividade física durante o dia e a qualidade do sono em um período de sete dias. As pessoas que dormiram e despertaram mais tarde – sobretudo, as que ultrapassaram as oito horas de sono recomendadas ou dormiram por menos tempo que o suficiente – apresentaram um resultado de sedentarismo maior dos que têm um sono mais regulado.


O preocupante é que esse sedentarismo extra pode acarretar em uma série de problemas à saúde, inclusive doenças não transmissíveis a longo prazo. Os resultados apontam que essas pessoas são, em média, 56% mais “lentas” do que quem costuma acordar e dormir mais cedo, isto é, exercitam-se com menos frequência, o que é prejudicial à saúde.

Dormir demais é genético?
Os estudos de neurologia apontam que sim. Embora a regulagem do sono também seja um hábito e parte de uma rotina, há estudos neurológicos consolidados que apontam a existência de pessoas que são geneticamente adaptadas a dormir em diferentes horários. Elas são classificadas pelos estudiosos como:

●    matutinos: dormem e acordam cedo;
●    matutinos extremos: dormem muito cedo e acordam também muito cedo;
●    intermediários: dormem entre 22h e 23h para acordar entre 6h e 7h;
●    vespertinos: dormem e acordam tarde;
●    vespertinos extremos: costumam dormir 4h por noite e acordam entre 12h e 13h.

 

A ciência diz, no entanto, que, apesar de geneticamente predispostos, os vespertinos devem ter olhos mais atentos à saúde, porque abrem um espaço maior ao sedentarismo. E, para ter um sono mais regulado e proveitoso, é preciso mudar os hábitos noturnos.

Como ter um sono mais regulado?
Esta é uma pergunta com inúmeras respostas, porque pegar no sono é algo muito individual: muda de pessoa para pessoa. Mesmo assim, há alguns truques já conhecidos que podem ajudar a ter uma boa noite de sono por pelo menos oito horas, para garantir um dia mais ativo, tanto física, quanto psicologicamente.


Um dos passos é colocar a mão no bolso e investir em conforto, aliado à tecnologia e saúde. Investir em um colchão e travesseiros mais duradouros e anatômicos pode ser de grande importância para que o corpo de fato solte os músculos – o que instiga um relaxamento melhor e, portanto, um sono mais consistente. É importante também garantir um espaço escuro, livre de barulhos e com temperatura confortável, visto que os sentidos de visão, audição e toque são emergenciais e podem interromper o processo de descanso.


A outra indicação feita pelos médicos é não ficar com o celular em mãos antes de dormir, porque a tela azul afeta o desempenho do corpo e dificulta o aparecimento do sono, porque é muito semelhante à luz diurna.

 

Por fim, o fator que requer atenção – principalmente dos considerados vespertinos e vespertinos extremos – é criar e cumprir uma rotina de sono. Dispor-se a dormir mais cedo, executar técnicas mais elaboradas para pegar no sono e ter ao menos oito horas de descanso são etapas essenciais para a saúde.

 

 

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