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A água de 763 cidades brasileiras estão contaminadas por produtos químicos radioativos

Por Laura Fassina

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Cerca de 48% das cidades não divulgaram resultados dos testes; a água contaminada pode desencadear doenças graves, como o câncer

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ColunaBem-Estar

De acordo com as Organizações das Nações Unidas (ONU), a água é um direito humano universal, ou seja, é indispensável para a sobrevivência do ser humano e a disponibilidade deve ser acessível, com qualidade, higiene e segurança. Todavia, uma investigação divulgada recentemente no Brasil identificou que, entre os anos de 2018 a 2020, 763 cidades disponibilizaram água potável contaminada por produtos químicos radioativos aos brasileiros.

Ou seja, um em cada quatro municípios do país apresentaram substâncias químicas e radioativas na água potável acima do permitido por lei. Dentre as cidades que realizaram e divulgaram os resultados dos testes, São Paulo, Florianópolis e Guarulhos foram os municípios mais afetados. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde, e foram condensados no site do Mapa da Água, para quem desejar consultar mais detalhes sobre as cidades e as substâncias encontradas nos testes.

A maior preocupação ao analisar os dados divulgados pelos municípios é que o consumo diário dessas substâncias químicas e radioativas encontradas na água potável dos brasileiros pode acarretar um mal silencioso que desencadeia na forma de doenças graves, como o câncer, problemas hormonais, mutações genéticas, falência dos rins e fígado e alteração do sistema nervoso entre outras enfermidades.

Além disso, os investigadores alertam para o fato de que não há como evitar o consumo desses elementos na água dentro de casa, visto que ferver a água ou mesmo a utilização de filtros não barram a passagem dos produtos químicos. É um problema que deve ser combatido na raiz, ou seja, por meio de políticas públicas e de controle mais rigoroso do uso de agrotóxicos, proibindo o uso de substâncias que possam causar dano ao meio ambiente e aos seres humanos.

Segundo o Sisagua, cerca de 48% dos municípios brasileiros não disponibilizaram ou realizaram os testes na água para identificar substâncias tóxicas acima do recomendado, o que inviabiliza um mapeamento mais completo sobre a situação do brasileiro, que deve ser informado sobre os riscos de ingerir água contaminada. Além disso, impossibilita uma cobrança mais efetiva de políticas públicas para a redução ou eliminação dessa problemática no país.

Ainda, segundo a pesquisa, é importante continuar com os hábitos de higiene adequados, pois ajudam a eliminar outros problemas, assim, usar filtros ou ferver a água continuam sendo importantes. Além disso, fazer exames regulares como exames de sangue, e outros mais específicos como tomografia e raio-x, normalmente realizados por profissionais do curso de radiologia, ajudam a identificar possíveis anomalias na saúde e atuam como prevenção de doenças a longo prazo.

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