Campo Grande 00:00:00 Quinta-feira, 04 de Junho de 2026


Bem-Estar Sábado, 07 de Março de 2026, 13:45 - A | A

Sábado, 07 de Março de 2026, 13h:45 - A | A

Coluna Bem-Estar

6 fatores que podem atacar a rinite em casa

Por Thais Hott

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Agentes comuns do ambiente doméstico podem desencadear sintomas respiratórios e agravar quadros alérgicos

Jacob Wackerhausen/iStock

ColunaBem-Estar

..

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal frequentemente associada a processos de alergia e pode ser desencadeada por agentes presentes dentro de casa. Espirros, coceira no nariz, congestão e coriza são sintomas comuns durante uma crise de rinite.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, diversos itens domésticos aparentemente inofensivos podem funcionar como gatilhos para o agravamento do quadro alérgico.

Ambientes fechados concentram partículas microscópicas capazes de estimular o sistema imunológico de pessoas sensíveis. Nesse cenário, a exposição contínua a esses fatores pode intensificar sintomas e aumentar a frequência das crises.

Poeira e ácaros: principais vilões da rinite

Entre os agentes mais associados à rinite, estão os ácaros, microrganismos que se alimentam de resíduos de pele humana e se proliferam em ambientes com poeira. Segundo informações divulgadas pelo portal Allegra Brasil, colchões, travesseiros, cortinas e estofados são locais propícios para o acúmulo desses organismos.

Além disso, tapetes, bichos de pelúcia e roupas de cama sem higienização frequente também podem concentrar partículas alergênicas. A limpeza regular com pano úmido e a lavagem periódica de tecidos ajudam a reduzir a presença desses agentes.

Entre os principais pontos de atenção, estão:

• colchões e travesseiros sem capas protetoras;
• cortinas de tecido pesado;
• tapetes felpudos;
• sofás de difícil higienização.

A ventilação adequada dos ambientes também é recomendada para diminuir a concentração de partículas suspensas no ar.

Mofo e umidade favorecem crise de rinite

Ambientes úmidos facilitam o crescimento de fungos e bolores, que liberam esporos no ar. Esses esporos podem desencadear alergia respiratória em pessoas predispostas. Segundo o portal O Globo, infiltrações, paredes com manchas escuras e banheiros pouco ventilados estão entre os fatores que contribuem para o problema.

Ainda, armários fechados por longos períodos, especialmente em regiões com clima úmido, também podem acumular mofo. O ideal é manter as janelas abertas, sempre que possível, e corrigir os vazamentos rapidamente.

A umidade excessiva pode ser identificada por:

• odor característico de mofo;
• manchas em paredes e tetos;
• roupas guardadas com cheiro forte;
• condensação frequente em vidros.

Pelos de animais e produtos químicos irritantes

Animais domésticos também podem contribuir para o agravamento da rinite. Não é o pelo em si o principal agente, mas proteínas presentes na saliva, urina e descamação da pele dos animais. De acordo com conteúdo informativo da Clínica Croce, pessoas sensíveis podem apresentar sintomas mesmo com exposição indireta.

Produtos de limpeza com odor forte, inseticidas e sprays aromatizantes são outros fatores que podem irritar as vias respiratórias. Substâncias voláteis liberadas por esses produtos podem intensificar sintomas como ardor nasal e congestão.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam:

• evitar o uso excessivo de produtos perfumados;
• manter ambientes ventilados após a limpeza;
• lavar as mãos após contato com animais;
• evitar que pets durmam na cama de pessoas alérgicas.

Estratégias de controle ambiental para manter a qualidade do ar interno são fundamentais. Nesse contexto, uma opção relevante é o purificador de ar. Ele pode ser utilizado para ajudar na redução de partículas suspensas, especialmente em residências com histórico frequente de alergia respiratória.

A adoção de medidas simples no dia a dia pode contribuir para minimizar a exposição a agentes desencadeantes. Embora não elimine completamente a rinite, o controle ambiental é parte essencial do manejo do quadro alérgico.

Logo, a identificação dos gatilhos individuais e a manutenção de hábitos de limpeza e ventilação adequados ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises. Em casos persistentes, a avaliação médica é indicada para diagnóstico preciso e orientação de tratamento.

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS