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Rural Sexta-feira, 03 de Setembro de 2021, 18:39 - A | A

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Agricultura

Tecnologia inédita viabiliza a produção de algodão no Brasil

CHASER EW garante um manejo eficiente de pragas e doenças

Lethycia Anjos
Capital News

Divulgação/Ihara

Tecnologia inédita viabiliza a produção de algodão no Brasil

Produção de algodão no Brasil

Produção de algodão é uma das atividades agrícolas mais importantes para o setor rural no país, com cerca de 70% de sua produção exportada para diferentes países. O Brasil figura entre os cinco maiores produtores de algodão do mundo, ao lado de China, Índia, EUA e Paquistão. 

 

Apesar do sucesso do setor Cotonicultor, a produção é altamente impactada pelo ataque de pragas, diversas doenças causadas por fungos e com o aumento da mato-competição. Por isso, a empresa IHARA, especialista no desenvolvimento de defensivos agrícolas, lançou o CHASER EW, produto inédito para a cultura do algodoeiro que atua como inseticida e fungicida, controlando o ácaro rajado, bicudo, pulgão e ramulária. A nova ferramenta possui ainda a ação anti-feeding, que paralisa a alimentação das pragas de forma imediata.

 

Conforme a empresa IHARA, o Brasil também é um dos maiores exportadores e está entre os maiores consumidores do algodão em pluma, sendo uma das principais commodities produzidas no Brasil, principalmente no Centro-Oeste, liderado pelo Mato Grosso com 67% da produção de algodão, e do Oeste da Bahia com 22% da produção, contudo, a cultura está presente em mais 16 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul, nas cidades de Chapadão do Sul e Costa Rica.

 

Diretor de Planejamento de Marketing e Portfólio da IHARA, André Nannetti ressalta a importância de investir em tecnologias que facilitem a produção agrícola. "Sabemos que é essencial investirmos em novas tecnologias, auxiliando o produtor rural para que ele possa aumentar a sua produtividade e melhorar qualidade de fibra do algodão, utilizando um único produto no combate de múltiplos alvos (inseticida/fungicida). Nesse sentido, trazemos para o mercado o CHASER EW, ou seja, uma nova era na proteção desse cultivo por se tratar de uma solução inovadora e altamente eficaz", analisou.

 

O ataque de pragas e doenças podem gerar danos tanto para os agricultores, quanto para pessoas que utilizam produtos à base de algodão, visto que a falta de matéria-prima eleva o preço de diversos produtos, principalmente roupas. Dados do Sindiveg apontam que a falta de manejo adequado das pragas podem ocasionar perda de áreas cultivadas equivalente ao tamanho de Pequim, capital da China, país que mais importa o algodão produzido no Brasil.

 

De acordo com André Nannetti uma das principais preocupações dos produtores é o manejo de pragas. “Para se ter uma ideia, na safra de 2019/2020 foram investidos mais de USD 600 milhões em inseticidas para combater os principais alvos, como o Bicudo do algodoeiro, o complexo de Lagartas, pulgões e mais recentemente um aumento da pressão de ácaros. Nesta mesma safra, considerando as pragas em questão, o agricultor precisou fazer, em média, 26 aplicações durante o ciclo da cultura para controlá-las. Em seguida, vem o investimento em fungicidas, na ordem de USD 230 milhões, com adoção de 100% dos agricultores e uma média de 8 aplicações por ciclo, sendo a principal delas a Ramulária", explicou o diretor.

 

Um levantamento da Consultora Cogo Inteligência em Agronegócio, indicou um recuo de quase 18% na safra 2020/2021, projetando uma expansão de 22,4% na área cultivada no Brasil na temporada 2021/2022, porém, o aumento da área de cultivo previsto para a próxima safra, exige que os cotonicultores se atente aos principais detratores de produtividade.

 

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