O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o cultivo do sorgo forrageiro em Mato Grosso do Sul. A medida estabelece regras para o ano-safra 2026/2027 e entra em vigor nesta quinta-feira (23).
O zoneamento tem como objetivo indicar as regiões com menor risco climático e orientar os produtores sobre os melhores períodos para a semeadura. O documento considera diferentes condições de solo, clima e disponibilidade de água para definir as áreas recomendadas.
A avaliação técnica levou em conta dados de chuva, evapotranspiração, tipos de solo com texturas arenosa, média e argilosa, além de restrições para períodos com temperaturas extremas durante a fase de florescimento da planta.
O estudo classifica os níveis de risco climático em 20%, 30%, 40% e condição considerada inviável. As cultivares de sorgo foram divididas em três grupos, conforme a duração do ciclo de desenvolvimento, que varia de menos de 120 dias a períodos superiores a 140 dias.
A norma também destaca o uso do sorgo forrageiro em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Os critérios de plantio definidos pelo Mapa são voltados principalmente para áreas dependentes da chuva, enquanto cultivos com irrigação artificial não ficam limitados ao calendário indicado.
O Mapa ainda estabelece restrições para o cultivo em áreas de preservação ambiental, terrenos com excesso de pedras e solos com profundidade inferior a 50 centímetros. A medida busca reduzir riscos para os produtores e melhorar o planejamento agrícola no Estado
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