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Rural Quarta-feira, 31 de Maio de 2017, 08:12 - A | A

Quarta-feira, 31 de Maio de 2017, 08h:12 - A | A

dia do leite

Sindicato Rural promove encontro em comemoração ao dia mundial do leite

Por conta do imposto o setor anda encontrando dificuldades para a saída do leite em Mato Grosso do Sul

Cristiano Arruda
Capital News

Divulgação

leite

Sindicato Rural de CG promove encontro em comemoração ao dia mundial do leite

No Dia Mundial do Leite, comemorado em 1 de junho as comemorações dos produtores sul-mato-grossenses serão modestas; Produzir com gestão eficiente, agregar valor à matéria prima, estimulando o lucro da propriedade, não tem tarefa fácil. A afirmação do diretor do Sindicato Rural de Campo Grande e vice-presidente do Conselho Paritário entre Produtores e Indústrias de Leite de Mato Grosso do Sul (Conseleite), Wilson Igi, leva em consideração os custos da pecuária leiteira e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que a 10,2%, somado ao frete, dificultam a saída da produção excedente, para outros estados, gerando a desvalorização, pelo volume da oferta aos laticínios.

“Considerando o consumo per capita de Mato Grosso do Sul temos um excedente de 78 milhões de litros, sem considerar, em equivalente, a matéria prima de produtos lácteos importado de outros estados e países”, ressalta Igi. “Para nossa produção sair do Estado, paga-se um ICMS muito caro, em relação aos estados vizinhos. E com os excedentes que ocorrem, principalmente na época das águas, faz com que o laticínio pague muito menos por nosso produto, ficando muitas vezes abaixo do custo gerado. A conta não fecha. E isso faz cada vez mais que produtores abandonem a atividade”, pontua Igi, que abordará o tema durante o 20º Encontro Técnico do Leite, no auditório do Sindicato Rural de Campo Grande, no dia 2 de junho, entre as 7h e 17h30.

“A cadeia em Mato Grosso do Sul está de marcha ré. Desde 2010 só indo para trás e isso preocupa muito”, relata o diretor do Sindicato. “O número de produtores que deixam a atividade, só não é pior porque acabam sendo substituídos por outros nos assentamentos que surgem, mas não se sustentam. Poderíamos estar melhores, com indústrias mais fortes, o que acarretaria em melhores preços, com diversificação de produtos que usam o leite como matéria prima”, reforça Igi.

Foto agro A

premiado pela qualidade do leite

Nivaldo Sezerino, premiado pela qualidade do leite

Mesmo concordando com todos os apontamentos do dirigente, o produtor rural de Campo Grande, Nivaldo Sezerino, 57 anos, acredita que sua principal contribuição, para melhorar o cenário, é agindo estrategicamente da porteira para dentro. Há 6 anos entrou na atividade e já foi premiado pelo laticínio Lactalis, pela qualidade do leite entregue. Conquistou a primeira colocação em um ranking de 352 fornecedores da região de Terenos. A qualidade, além do pódio, trouxe cerca de R$ 0,25 a mais, por litro.

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