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Rhynchophorus ferrugineus

Mapa instala armadilha para monitorar possível entrada de praga que ameaça palmeiras

Ação na Universidade de Taubaté busca detectar presença do bicudo-vermelho, espécie ainda não registrada oficialmente no Brasil

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/MAPA

Mapa instala armadilha para monitorar possível entrada de praga que ameaça palmeiras

Armadilha para monitorar a possível presença da praga Rhynchophorus ferrugineus, conhecida como bicudo-vermelho-das-palmeiras

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalou, na última semana, uma armadilha em uma área da Universidade de Taubaté (Unitau), no interior de São Paulo, para monitorar a possível presença da praga Rhynchophorus ferrugineus, conhecida como bicudo-vermelho-das-palmeiras.

A espécie ainda não tem registro oficial no Brasil e é classificada como praga quarentenária ausente, embora existam suspeitas de sua possível introdução no território nacional.

A ação foi conduzida pelo Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, com apoio das unidades regionais do ministério em Guaratinguetá e São José do Rio Preto. O Departamento de Agronomia da Unitau também participa do acompanhamento dos trabalhos.

A armadilha instalada utiliza atrativos sexuais e alimentares para capturar eventuais exemplares do inseto. O equipamento permanecerá no local por três meses, período de validade da isca, com monitoramento semanal das capturas.

Segundo o Mapa, o ponto escolhido reúne condições adequadas de segurança e presença de plantas hospedeiras, o que aumenta a eficácia do monitoramento.

O bicudo-vermelho-das-palmeiras é considerado uma praga de alto impacto econômico, com potencial de ataque a culturas como coqueiros, dendezeiros e tamareiras. As larvas perfuram o interior do tronco das plantas, atingem o meristema apical e comprometem o crescimento, podendo levar à morte da palmeira.

O Departamento de Sanidade Vegetal informou ainda que, caso surjam novas suspeitas, outras armadilhas poderão ser instaladas em diferentes regiões do estado. Paralelamente, está em elaboração um plano de contingência para ampliar o monitoramento e orientar medidas de controle caso a presença da praga seja confirmada oficialmente.

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