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Rural Domingo, 14 de Setembro de 2014, 07:05 - A | A

Domingo, 14 de Setembro de 2014, 07h:05 - A | A

Setor do agronegócio ainda busca mão de obra

Fernando Hassessian (www.capitalnews.com.br)

Apesar da crescente oferta de mão de obra para trabalhadores rurais altamente qualificados, motivados pela expansão do agronegócio, setores como pecuária de corte e de leite ainda buscam mão de obra primária.

O Dieese e IBGE apontam que, de 4,1 milhões de trabalhadores, 60% ainda estão na informalidade. O secretário de assalariados rurais da Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), Elias D"Angelo Borges, diz que nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste ainda existe muito trabalho manual, com destaque para os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além das lavouras nordestinas de cana.

De acordo com o economista do Dieese, Junior Cesar Dias, as áreas que mais empregam na agropecuária são a criação de bovinos, corte de cana-de-açúcar (no Nordeste), fruticultura e lavouras temporárias de grãos, como milho e soja.

Dias conta que um problema existente no setor agrícola é o trabalho escravo. "De acordo com o Ministério do Trabalho, em 1995 tivemos 46 mil empregados que eram escravizados sendo libertados; destes, 44% eram provenientes do meio rural. Este número caiu, mas ainda não chegou a zero".

Para o economista, enquanto houver informalidade no campo, esta será uma porta aberta para formas de trabalho degradantes que podem degenerar em trabalho escravo.
Só no primeiro semestre de 2014 foram realizadas 57 operações com auditores fiscais, que resultaram na identificação de 421 empregados na condição análoga ao trabalho escravo e autuação de 109 empregadores. O número representa 32% do total de 2013, quando foram resgatados 2.063 trabalhadores.
 

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