O setor de couro prevê faturar, em 2011, 11,7% a mais do que os US$ 3,4 bilhões previstos para o fechamento de 2010. Segundo dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o volume de abates deve superar a marca de 44 milhões de cabeças de gado ao longo de 2011, mantendo o Brasil como o segundo maior produtor de couro cru do mundo atrás da China.
Para o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich, o grande fato do ano passado foi que a indústria brasileira do couro não conseguiu recuperar o preço médio das vendas do ano pré-crise mundial, fechando em média mensal de US$ 170 milhões, ante os montantes de 2008 quando o setor registrou exportações em torno de US$ 180 milhões.
Apesar das incertezas em relação à economia mundial, para 2011 a expectativa é que as exportações atinjam um total de US$ 2 bilhões. Goerlich acredita que o crescimento do faturamento futuro vai depender mais do aumento da produção de artigos de maior valor agregado do que da quantidade de couros trabalhados.
O presidente da entidade ainda destacou que com o faturamento global de todos os tipos de couro, de US$ 55 bilhões por ano, o Brasil representa aproximadamente 6,5% no mercado mundial em receita obtida, atrás de China, Itália e Índia.
O Rio Grande do Sul ainda é o maior pólo de curtumes do País, seguido por São Paulo, considerado maior exportador, Paraná, Ceará, Bahia, Mato Grosso, Mato Groso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Pará. "Nós ainda somos os maiores em industrialização de couro do País, com um volume de e 10 milhões de unidades anuais. Mas a aposta agora é investir em tecnologia e desenvolvimento genético, para melhorar a qualidade do couro", frisou Francisco Gomes, presidente da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul).
As exportações de couro devem fechar 2010 com US$ 1,7 bilhão, receita 10% inferior à de 2008 e 46% superior à registrada em 2009. Segundo o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich, em 2010 o setor não conseguiu recuperar o preço médio das vendas do ano pré-crise mundial, fechando em média mensal de US$ 170 milhões, ante os montantes de 2008, quando o setor registrou exportações em torno de US$ 180 milhões.
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