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Atenção

Mato Grosso do Sul prorroga prazo para cadastro obrigatório de florestas plantadas

Novo cronograma amplia em três meses o período para cadastramento de áreas com eucalipto e outras espécies prioritárias

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/Suzano

Unidade da Suzano Florestas Eucalipto - Mato Grosso do Sul

Unidade da Suzano Florestas Eucalipto - Mato Grosso do Sul

O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou em três meses o cronograma para o cadastramento obrigatório das florestas plantadas no Estado. A alteração foi oficializada por meio da Resolução Conjunta Semadesc/Iagro/Imasul nº 008, publicada nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial do Estado.

A mudança modifica apenas os prazos previstos na Resolução Conjunta nº 003/2025, mantendo todas as demais regras relacionadas ao cadastro e ao monitoramento fitossanitário das áreas cultivadas.

Com o novo calendário, propriedades com mais de 1.000 hectares de florestas plantadas terão até 31 de outubro de 2026 para realizar o cadastramento. Para áreas entre 100 e 1.000 hectares, o prazo foi estendido para 31 de janeiro de 2027. Já os produtores com cultivos entre 0,5 e 100 hectares deverão efetuar o cadastro até 30 de junho de 2027.

O cadastro estadual é obrigatório para áreas contínuas superiores a 0,5 hectare cultivadas com espécies florestais prioritárias, como o eucalipto. A ferramenta foi criada para fortalecer a gestão das políticas públicas voltadas ao setor, subsidiando ações de defesa sanitária vegetal, concessão de crédito, reposição florestal e fiscalização ambiental.

Os produtores deverão informar dados como o Cadastro Ambiental Rural de Mato Grosso do Sul (CAR/MS), inscrição estadual, arquivos georreferenciados das áreas cultivadas e a identificação dos talhões, incluindo informações sobre manejo, espécie plantada, clone, responsável técnico e origem do material propagativo.

A norma também mantém a obrigatoriedade do monitoramento fitossanitário das áreas cadastradas. No caso dos plantios de eucalipto, as inspeções devem ser realizadas mensalmente para identificar pragas como o psilídeo-de-concha (Glycaspis brimblecombei) e espécies do gênero Gonipterus, além de outras que possam ser definidas em regulamentações futuras. Caso sejam identificadas pragas ou falhas nas medidas de controle, a comunicação à Iagro continua sendo obrigatória.

Segundo dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (SIGA-MS), o Estado possui mais de 1,89 milhão de hectares de eucalipto, distribuídos em 74 municípios. Ribas do Rio Pardo concentra a maior área cultivada, seguido por Três Lagoas e Água Clara.

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