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Rural Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012, 17:09 - A | A

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012, 17h:09 - A | A

Resíduos de antibiótico veterinário atingem o solo, confirma pesquisa da USP

Fernanda Kintschner - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Uma pesquisa divulgada pela Universidade de São Paulo (USP), confirmou que resíduos de antibióticos de uso veterinário podem atingir o solo e a cama de frango (revestimento sobre o qual ficam os animais no criadouro).

Os compostos podem favorecer a resistência de micro-organismos aos antibióticos e se acumular em vegetais usados no consumo humano. A pesquisa foi feita pelo engenheiro agrônomo Rafael Leal no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.

O pesquisador aponta que ainda não há legislação sobre limites de resíduos no ambiente e recomenda o controle e o monitoramento das substâncias em uso na criação de animais. Também é alertado que a ocorrência dos resíduos pode impactar negativamente organismos aquáticos e terrestres (toxicidade crônica ou aguda).

Resíduos chegam ao solo nas fezes e urina de animais ou em adubos com esterco e atingem o ambiente de forma direta (fezes e urina de animais que pastam) ou indireta (utilização de esterco animal na adubação de culturas).

A pesquisa quantificou os resíduos de quatro tipos de antibióticos: as fluoroquinolonas (norfloxacina, ciprofloxacina, danofloxacina e enrofloxacina), aplicadas em amostras de solo, cama de frango e solo fertilizado com cama de frango.

A utilização da cama de frango como alimento para ruminantes (bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos) é proibida no Brasil desde 2001. A medida faz parte das ações preventivas para impedir o ingresso no País, da chamada Doença da Vaca Louca, que pode ser transmitida para o ser humano.

Segundo informações da USP, foram avaliadas 46 amostras de cama de frango e 11 de solo, coletadas em granjas e áreas agrícolas em Piracicaba (interior de São Paulo) e sete municípios próximos, com importante atividade avícola.

A orientadora do estudo foi a professora Jussara Borges Regitano, do Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

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