Um programa desenvolvido há nove meses pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS) já colocou em prática a recuperação de 1,4 mil hectares com pastagem degradada. Conforme o diagnóstico feito pelos profissionais envolvidos no projeto, as regiões do Estado que mais sofrem com a degradação são a Costa Leste e a Norte.
De acordo com a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o motivo da degradação da área é a carência de assistência técnica e as características climáticas.
Mato Grosso do Sul conta atualmente com 20 milhões de hectares destinados à pastagem, sendo que nove milhões são considerados degradados.
Do total da área que o programa desenvolve atividade atualmente, 512 hectares estão sendo recuperados, 919 hectares estão sendo reformados e 10 hectares serão destinados para agricultura.
Para a recuperação da área experimental das 31 propriedades que inscritas no programa, os técnicos se dedicaram à adubação, ao preparo total do solo, fase em que trocaram a espécie forrageira existente por outra mais produtiva, utilizando em alguns casos o consórcio com leguminosa (estilosantes).
Manejos de pastagens, sanitários e nutricionais, também são trabalhados para o desenvolvimento das forrageiras, de acordo com a necessidade do produtor e de sua criação.
Os projetos são desenvolvidos de acordo com a realidade de cada produtor inscrito, podendo os recursos investidos partirem do próprio produtor ou de financiamentos. Entre os 31 produtores envolvidos, houve a busca do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO), Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
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