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Rural Terça-feira, 30 de Maio de 2017, 13:51 - A | A

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Alívio aos pecuáristas

Organização de Saude Animal declara o Brasil livre da pleuropneumonia contagiosa bovina

A doença ataca bovinos e búfalos e a causadora é uma bactéria que ataca os pulmões e a membrana (pleura) que reveste o tórax

Cristiano Arruda
Capital News

O Brasil está livre da pleuropneumonia contagiosa bovina (CBPP em inglês), segundo a Organização Mundial de Saude Animal (OIE). A certificação foi entregue na quarta-feira (24) durante a reunião anual da OIE, em Paris. De acordo com a OIE, “a concessão reflete a transparência e a qualidade do serviço veterinário do país”.

“A declaração da OIE agiliza a negociação de acordos sanitários com outros países, e, consequentemente, a abertura de mercados, porque o Brasil não precisará mais declarar que o rebanho não tem esta doença”, diz o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luis Rangel. Ele participou encontro junto com o representante do Brasil na OIE, o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques.

Divulgação/Famasul

21 milhões de animais serão imunizados contra a febre aftosa em todo o Estado

A doença ataca bovinos e búfalos

A doença ataca bovinos e búfalos e a causadora é uma bactéria que ataca os pulmões e a membrana (pleura) que reveste o tórax. Por ser altamente contagiosa a taxa de mortalidade chega a 50%, causadora de perdas econômicas. Para reduzir a infecção, existe vacinação com um tipo atenuado da bactéria. Não há casos de contágio em seres humanos nem risco à saúde pública.
De acordo com o secretário da OIE essa foi uma grande e conquista e próximo passo é erradicar o país da febre aftosa, com a vacinação.

Ainda segundo o secretário o Brasil já apresentou sua estratégia para retirada gradual da vacinação contra a aftosa. Mesmo com a vacina sendo um seguro tecnológico do rebanho, Rangel pondera que se o país for declarado livre da doença, é natural que seja planejada a retirada da imunização, o que reduzirá os custos de produção. Mas será uma transição feita com cuidado, assinala Rangel.

“O plano foi muito bem elaborado, sendo um dos melhores dos últimos tempos, formulado com a participação de todos os setores da produção envolvidos, com muita segurança”, garante o secretário. No próximo dia 30 encerra o prazo para o setor privado enviar propostas sobre como deverá ser feita a retirada da vacinação.

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