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Rural Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011, 07:07 - A | A

Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011, 07h:07 - A | A

MS pede pelo fim da Zona Tampão na fronteira

Carlos Orácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Mato Grosso do Sul pede que o governo brasileiro reconheça o status de área livre de aftosa com vacinação para 14 municípios que fazem fronteira com o Paraguai e a Bolívia, considerados Zona de Alta Vigilância (ZAV) ou Zona Tampão. No dia 29 de dezembro, 18 municípios dos Estados de Tocantins e da Bahia, além de uma área de 1.987 km² na região norte de Porto Velho (RO), e parte dos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas, foram declarados pelo Ministério da Agricultura (Mapa) como livres de febre aftosa com vacinação.

Em entrevista à Agência Estado, a secretária de Produção, Indústria, Comércio e Turismo de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, disse que foram investidos mais de R$ 45 milhões desde 2007 para cumprir as normas sanitárias e melhorar a vigilância do trânsito de animais nessas localidades. "Já realizamos vários testes de sorologia e a área está livre da doença. Estamos pedindo que o Ministério da Agricultura reconheça esse esforço", diz Tereza Cristina, que também preside o Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura (Conseagri).

De acordo com o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, a medida vai permitir o crescimento de uma região com alto potencial pecuário, e melhorar a situação socioeconômica dos municípios que integravam a zona tampão no Estado. "Temos 10 mil pecuaristas e 255 mil animais nessas localidades, mas sem esse reconhecimento (zona livre com vacinação) os criadores não se sentiam estimulados a investir para melhorar a região", disse.

O secretário informou que, para a obtenção do status de livre de aftosa com vacinação, foram realizados 6 mil testes de sorologia, todas as propriedades passaram a ser georreferenciadas, foram criadas oito barreiras fixas de inspeção sanitárias e cinco centros de vacinação, além do incremento de funcionários atuando na defesa sanitária. Com essas medidas, Salles afirma que em 2010 a zona tampão baiana alcançou o índice de 98,77% de vacinação. "Isso mostra o esforço do produtor, que se conscientizou da importância de vacinar o rebanho e obteve o reconhecimento do governo brasileiro", comemora.

O Mapa já encaminhou pleito à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o reconhecimento internacional dessas regiões brasileiras como zona livre de febre aftosa com vacinação. O relatório será analisado durante a próxima reunião da OIE em fevereiro de 2011. Por isso, a secretária Tereza Cristina quer que o governo também libere o Estado de Mato Grosso do Sul da zona tampão antes dessa data. "Estamos esperando pelo Ministério da Agricultura para que ele nos defenda junto aos organismos internacionais", afirma.

 

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