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As previsões de curto prazo mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 1% e 1,5%
O aumento dos investimentos em infraestrutura e logística e em pesquisa e inovação para um avanço ainda maior de produção agrícola, foi defendido pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar. Na segunda-feira (26), o secretário falou dos desafios da agricultura brasileira e traçou um cenário otimista para os próximos anos.
De acordo com Nassar, as previsões de curto prazo mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 1% e 1,5%, em relação ao resultado do ano passado. Para 2016, ele considera um aumento de até 1,7% na produção de grãos, saltando para 213,5 milhões de toneladas, em comparação com a produção estimada para este ano.
Até 2025, de acordo com as estimativas de longo prazo, a área plantada deve crescer em 8,7 milhões de hectares para o plantio de grãos e em 2,2 milhões de hectares nas demais lavouras, exceto florestas.
Um dos maiores desafios para garantir um desenvolvimento mais expressivo do setor, na avaliação do secretário, dependerá do aumento dos investimentos em infraestrutura e logística e em pesquisa e inovação. Citou como exemplo as propostas do governo para investimentos em hidrovias, rodovias federais e estaduais, portos e reformulação das operações de cabotagem, para facilitar o escoamento da safra.
O secretário relatou aos empresários os esforços da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o sucesso da empresa na política de baixo carbono, além de comentar os resultados da empresa na preservação de pastagens, tema que dominou os debates. Os dirigentes de empresas presentes no Fórum reconheceram que a produção agrícola sofreu muita mudança e que a preocupação com a sustentabilidade “veio para ficar”.
Os debates giraram em torno do compromisso do governo com as metas para a COP 21, que se realiza em dezembro em Paris. O secretário garantiu que as metas definidas pelo governo brasileiro – como a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens - serão atingidas. Reconheceu que limitações de crédito podem ocorrer, mas, mesmo assim, o governo está comprometido com harmonização entre campo e meio ambiente.
Uma das coisas que chamou a atenção foi o acesso às novas tecnologias: A agricultura do futuro. Durante o encontro, foram apresentadas as experiências de startups do setor agrícola, com modelos de monitoramento da produção pecuária até a oferta ao consumidor, uso de drones para identificar regiões com problemas no plantio, desenvolvimento de softwares que permitem aperfeiçoar a gestão do negócio, além de opções para substituição do uso de agroquímicos por um controle biológico das pragas.
Com informações da assessoria de comunicação.
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