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Rural Quarta-feira, 20 de Junho de 2012, 07:45 - A | A

Quarta-feira, 20 de Junho de 2012, 07h:45 - A | A

InpEV registra mais de 16 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos no Brasil

Melice Sguissardi - Capital News (www.capitalnews.com.br)

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), o Sistema Campo Limpo ( logística reserva de embalagens vazias de agrotóxicos), encaminhou para o destino ambientalmente correto 16. 551 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos devolvidas nas mais de 400 unidades de recebimento em todo o país.

O Sistema Campo Limpo é formado por agricultores e fabricantes, representados pelo InpEV e tem como objetivo estimular a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos utilizadas durante a safra. Normalmente sobram resíduos de líquido do produto tóxico nas embalagens e conforme se joga em qualquer canto da fazenda pode poluir o meio ambiente ou até mesmo prejudicar a saúde humana. Por isso o InpEV estipulou prazos em cada região do País para a devolução de embalagens vazias, conforme o cadastro feito na hora da compra do produto que serve como controle de quantas embalagens cada produtor consumiu. Além disso, desde 2005 vem promovendo o Dia Nacional do Campo Limpo, como forma de mobilizar, em uma única data, todos os envolvidos no programa de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas: agricultores, distribuidores, cooperativas, poder público e indústria produtora, com a finalidade de levar à sociedade as informações sobre essa iniciativa de sucesso.

Só este ano, de janeiro a maio, o InpEV registrou um crescimento de 16% quando comparado ao mesmo período de 2011, com destaque para os estados do Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais que juntos representam 70% do total destinado no Brasil.

Segundo assessoria de imprensa do InpEV, a ecoeficiência do Sistema Campo Limpo será apresentada na Rio+ 20 em 22/06, no Forte de Copacabana. Desde que foi criado, o sistema possibilitou que 250 mil toneladas de CO2 equivalente deixassem de ser emitidas no meio ambiente, ganho que corresponde a uma economia de 571 mil barris de petróleo ou 111 milhões de m3 de gás natural.

Segundo João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV, cerca de 95% dessas embalagens plásticas são recolhidas no pós-consumo e têm destinação correta no Brasil. Ele ainda completa: “após a devolução, boa parte dessas embalagens é reciclada, dando origem a outras embalagens desses produtos ou materiais para construção civil, em um modelo que caminha para ser autosustentável economicamente”.
 

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