Um acordo para desbloquear as negociações para liberalização do comércio internacional, durante a conferência ministerial de Bali (Indonésia) em dezembro, precisa apresentar algum avanço na parte agrícola, na avaliação do governo brasileiro. O recado foi dado pelo ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo, ao discursar ontem na Organização Mundial de Comércio (OMC), informou o jornal Valor Econômico.
"Não devemos esquecer que Doha é sobre desenvolvimento, e desenvolvimento é inextricavelmente ligado a progressos na área agrícola”, disse o ministro, diante de representantes de 159 países. A manifestação brasileira é claramente dirigida aos países desenvolvidos, que estão colocando ênfase em medidas para facilitar o comércio, ou seja, redução de burocracia nas alfândegas, resistindo a compromissos na área agrícola.
Segundo o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, o comércio mundial deve crescer apenas 2,5% neste ano, em vez dos 3,3% estimados em abril, por causa principalmente da persistente fragilidade da União Europeia (UE).
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