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Rural Quarta-feira, 05 de Julho de 2017, 12:59 - A | A

Quarta-feira, 05 de Julho de 2017, 12h:59 - A | A

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Governista, Zé Teixeira disse que senadora “virou as costas” para o agronegócio

Deputado criticou mudança de postura de senadora

Maisse Cunha
Capital News

Victor Chileno/ALMS

Governista, Zé Teixeira disse que senadora “virou as costas” para o agronegócio

 

Integrante da bancada ruralista da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) usou a Tribuna para criticar a mudança de postura da Senadora Tocantinense Kátia Abreu (PMDB).

 

Segundo o deputado, a ex-ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff (PT) “virou as costas” para o agronegócio, setor responsável por eleger a senadora. 

 

De acordo com Teixeira, os produtores rurais passaram a respeitar Kátia, após ela se posicionar de maneira contrária ao modelo de reforma agrária defendido pelo governo anterior. “De repente, ela integrou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, mudando totalmente de postura”, criticou o parlamentar.

 

O parlamentar ainda criticou o fato da senadora ter apoiado a criação do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado. O Funrural foi amplamente rejeitado pela bancada ruralista.

 

Conforme o 1º secretário da Casa de Leis, também pesou o fato da ex-ministra ter se alinhado à oposição que busca a rejeição das principais pautas da agenda do Congresso Nacional, indicadas pelo presidente Michel Temer (PMDB)

 

A senadora

A ex-ministra e outros 11 senadores do PMDB assinaram documento pedindo que Temer vetasse o projeto de terceirização, aprovado pela Câmara dos Deputados em março passado. 

 

Roque de Sá-Agência Senado

Governista, Zé Teixeira disse que senadora “virou as costas” para o agronegócio

 

“A bancada defende a regulação e regulamentação das atividades terceirizadas que já existem e não a terceirização ampla e irrestrita, como prevê o projeto”, diz trecho do documento. De acordo com os senadores, a terceirização ampla e irrestrita precariza as relações de trabalho, derruba as conquistas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

Kátia também afirmou que Temer assinou um “atestado de incompetência” ao convocar o Exército para ir às ruas, dispersar manifestantes que protestavam em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que criticavam as mudanças propostas pelas Reformas da Previdência e Trabalhista e pediam a renúncia do presidente.

 

A senadora também evidenciou o suposto envolvimento de Temer em crimes, denunciados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR). “Foi no casamento, usou seu avião e o recebeu na sua casa as altas horas. Agora descobriu que é bandido? Criminoso contumaz? Interessante”, ironizou a parlamentar.

 

Ela também criticou o silêncio da base aliada do governo em relação às denúncias do empresário. “Por que todos esses que criticaram tanto a presidente Dilma e a corrupção que teria sido praticada pelo seu governo não fazem a mesma coisa agora? Por que não dizem uma palavra sequer? Por que não sobem à tribuna para fazer a sua verborragia, como fizeram no passado? Tantos heróis da honestidade, do caráter e da ética, que hoje estão todos murchos, calados e amordaçados”.

 

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