O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues dos Santos, recebeu ontem um ofício do comando do Exército Brasileiro comunicando a "inviabilidade técnica" para atender ao pedido do Ministério da Agricultura de apoio na remoção do milho depositado em Mato Grosso e em Goiás. O grão deve atender pequenos criadores da Região Nordeste, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde a estiagem gerou alta dos preços do cereal.
O apoio das Forças Armadas foi solicitado no início deste mês pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), ao ministro da Defesa, Celso Amorim, para contornar as dificuldades encontradas pela Conab na contratação de caminhões para remoção de 400 mil toneladas de milho depositadas no centro-oeste.
A Conab, que havia enviado dados sobre volumes e rotas para o Exército, estava aguardando uma posição sobre a possibilidade de atendimento da demanda. Além da questão da falta de caminhões apropriados do Exército para carregar grãos, outra questão que dificultava as operações era a necessidade de ensacamento do cereal, que normalmente é transportado a granel.
A nova Lei dos Caminhoneiros, que onerou os custos, e a forte de demanda por transporte para escoamento do milho com destino à exportação elevaram os preços do frete e reduziram o interesse das empresas pelos leilões promovidos pela Conab para cumprir os compromissos de remoção do milho.
Depois de várias tentativas frustradas, na sexta, dia 14, a Conab conseguiu contratar transporte para remoção de 105 mil toneladas de milho.
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