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Com apoio da Assembleia, construção de estradas pode tirar Pantanal do isolamento

Segundo a Alems, atuais trieiros poderão ser transformadas em vias mais adequadas para o crescimento sustentável da região

Flávio Veras
Capital News

Wagner Guimarães / Alems

Com apoio da Assembleia, construção de estradas pode tirar Pantanal do isolamento

Na reunião realizada na tarde desta quarta-feira, foi apresentado esboço de projeto de construção de estrada na região do Pantanal

Os trieiros se transformarão em estradas, os dias de transporte do gado serão reduzidos a algumas horas e os pantaneiros terão mais facilidade de trânsito. Essas mudanças, que tendem a fomentar o desenvolvimento sustentável do Pantanal, serão possíveis com a construção de 129 quilômetros de estrada, que ligará o Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolón. 

 

De acordo com informações da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o esboço do projeto foi apresentado na tarde desta quarta-feira (10) durante reunião na Sala da Presidência da Casa de Leis.

 

“Imagina levar quase dez horas para atravessar um trecho de 130 quilômetros? É isso que os produtores rurais da região pantaneira sofrem há anos para chegar ao Porto Rolon, levar suas cargas e escoar seus produtos. Conversamos com eles e, a pedido do governador Reinaldo Azambuja, fomos in loco conferir essa grave situação”, disse o deputado Paulo Corrêa, presidente da Casa de Leis. 

 

Na reunião desta tarde, Paulo Corrêa recebeu produtores rurais do Pantanal, representantes da Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) e o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, que está, pelo governo estadual, à frente das articulações do projeto. 

 

“O primeiro lote compreende um trecho de 45 quilômetros. A licitação já deve ter início em breve, com recursos do Fundersul e respeitando a legislação ambiental, porque o Pantanal é nosso maior tesouro”, completou Paulo Corrêa.

 

Wagner Guimarães / Alems

Com apoio da Assembleia, construção de estradas pode tirar Pantanal do isolamento

Eduardo Riedel

O primeiro lote vai ligar o Leilão Novo Horizonte à Fazenda Figueirinha. O processo para a ordem de serviço será iniciado assim que o governo receber o projeto dos produtores, conforme informou o secretário Eduardo Riedel. “Os produtores contrataram uma empresa de projeto. Quando tivermos o projeto em mãos, vamos abrir a licitação para realização da obra. Em até três meses, que é o período do processo de licitação, já poderemos dar a ordem de serviço”, informou o secretário. A estimativa do governo é de que os 129 quilômetros sejam construídos até o fim de 2022.

 

De acordo com o secretário, a obra vai contribuir para o desenvolvimento sustentável do Pantanal, tirando os moradores da região do isolamento. “O Pantanal sempre ficou à margem e muitas comunidades dessa região do Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolón, estão praticamente isoladas. Essas ações servem para reintegrar o Pantanal sul-mato-grossense. 

 

O Pantanal é uma região fantástica, um patrimônio ambiental, que precisa ser preservado. E essa estrada garante o acesso de turistas ao Pantanal de uma forma responsável e sustentável”, considerou Riedel. 

 

“Fico muito feliz pelo fato do deputado Paulo Corrêa nos receber aqui na Assembleia juntamente com os produtores para que possamos, o mais breve possível, licitar para dar ordem de serviço”, finalizou.

 

Quase uma semana para transportar o gado será abreviada em duas ou três horas. O cálculo é do produtor rural Aldoir Pedro Teló, que tem propriedade no Pantanal da Nhecolândia há 18 anos. 

 

Wagner Guimarães / Alems

Com apoio da Assembleia, construção de estradas pode tirar Pantanal do isolamento

Teló: "Essa estrada vai melhorar nossa vida sobremaneira"

“Da nossa fazenda até onde pode embarcar de caminhão, eu preciso de quatro dias conduzindo o gado para, no quinto dia, poder embarcar”, contou o pecuarista. “Com essa estrada que será construída, vai ser três horas de caminhão para chegar no mesmo lugar onde a gente embarca o gado”, comparou.

 

Teló descreveu um pouco das dificuldades históricas de entrada e saída. “Estamos lá no Pantanal da Nhecolândia há 18 anos. A infraestrutura de transporte é bem complicada. É muito próprio de cada fazenda pra chegar e sair com os produtos que são necessários pra tocar a fazenda. Os alimentos pra pessoas que moram ali é difícil. Lá não temos estrada. O que temos é só bitola. Nunca entrou uma máquina lá para fazer estrada. Com a iniciativa do governo do estado em fazer essa estrada vai melhorar sobremaneira", avaliou Aldoir Teló.

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