De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade o Brasil precisa importar 200 mil tonelada de feijão para o consumo interno dos brasileiros.
Uma das medidas tomadas pelo governo federal para isso é a eliminação de impostos para importação deste produto. O feijão-branco não está incluído na lista.
De acordo com o ministro, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, além da Argentina, China e do México.
“Há dificuldades porque [o feijão] está mais para hortifrutigranjeiro. Não dá para estocar, porque perde qualidade. Devemos importar 112 mil toneladas, mas precisamos [ao todo] de 200 mil”, disse ontem (25) o ministro.
Na próxima quinta-feira (27), ele se reunirá com secretários de quatro estados produtores – Bahia, Goiás, Minas Gerais, além do Distrito Federal para estudar medidas de incentivo à produção.
A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca que atingiu principalmente o Nordeste, em especial o oeste da Bahia e Minas Gerais.
“O problema do feijão sempre foi cíclico. Variação do preço muito alto. O ideal é que vá direto da lavoura para a panela”, completou Andrade momentos antes de participar da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia.
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