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Rural Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013, 09:03 - A | A

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013, 09h:03 - A | A

Alta de 66% no preço de vacina contra febre aftosa pode ser prática de cartel

Samira Ayub - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O preço da vacina contra a febre aftosa sofreu um aumento de 66% no Estado, nesta segunda fase da campanha de vacinação. Em apenas seis meses, o preço médio da dose passou de R$ 0,90 para R$ 1,50. Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), esta alta parece não ter justificativa e pode configurar prática de cartel.

“Aparentemente não há nenhum motivo para que a vacina sofra elevações tão gritantes no preço”, avaliou o presidente da Acrissul, Francisco Maia.

Diante do aumento, a Acrissul encaminhou ofício para a Iagro e Cade, denunciando a prática de cartel na comercialização da vacina. Segundo a correspondência enviada à agência de vigilância sanitária, o reajuste foi aplicado justamente às portas do início da etapa de vacinação, pegando todo mundo de surpresa.

A Acrissul solicitou que haja uma apuração do reajuste por parte da Iagro, da Seprotur e do próprio Ministério da Agricultura, sendo este último responsável pela autorização dos laboratórios que fabricam o medicamento, para que sejam adotadas medidas para combater o abuso.

Para a assessora jurídica da Acrissul, a advogada Luana Ruiz Silva, por enquanto o que se está fazendo é uma investigação do que levou à alta repentina do preço da vacina. “Precisamos apurar de quem é a culpa, se dos laboratórios, se do Ministério da Agricultura, se do Governo do Estado ou do próprio comércio local”, disse Luana.

Segundo ela, o fato é que a vacinação é obrigatória em Mato Grosso do Sul, uma necessidade para garantir além da sanidade do rebanho, o status sanitário que permite condições para que o Estado opere no mercado externo de acordo com as normas internacionais exigidas. “Mas o aumento realmente é preocupante. Se constatarmos que houve irregularidade no reajuste tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, alerta.

Segundo as informações da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Mato Grosso do Sul deverá imunizar 10,8 milhões de bovinos nesta segunda fase da campanha. De acordo com a Iagro, na região do Planalto o produtor deve vacinar os animais entre zero e 24 meses, já na região da fronteira todo o rebanho deve ser vacinado até o dia 30 de novembro. No pantanal, a vacinação deve abranger todo o rebanho dos produtores optantes pela etapa novembro, cujo prazo final na região é dia 15 de dezembro.
 

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